A nevasca na basílica de Santa Maria Maior

Desde a sua milagrosa fundação até os dias atuais, a igreja transmite uma mensagem profunda de unidade da natureza humana e divina da Virgem Maria e de Jesus Cristo

Roma, (Zenit.org) Paola Cusumano | 459 visitas

Segunda-feira, 5 de agosto, na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, uma solene Eucaristia presidida pelo arcipreste da Basílica Papal, o Cardeal Santos Abril y Castello, comemorou o aniversário da fundação da igreja, que teve lugar durante o pontificado Papa Libério (352 -365).

O pontífice, segundo a tradição, traçou o perímetro da igreja sobre o manto de neve que caiu excepcionalmente em Roma dia 05 de agosto do ano de 358. Este evento é lembrado todos os anos com uma “chuva” de pétalas brancas que cai da cúpula da igreja.

Oficialmente chamada de "Basílica papal patriarcal Maior liberiana", mais comumente conhecida como Basílica de Santa Maria Maior, a igreja recebeu ao longo dos anos, vários títulos, atestando os caminhos teológicos e espirituais do cristianismo através dos séculos.

Conhecida como Basílica Liberiana a partir do quarto século, em virtude do acordo com o Liber Pontificalis, teria sido construída no antigo local do Titulus Liberii. Investigações arqueológicas realizadas posteriormente negaram essa teoria, colocando corretamente a fundação da basílica, sob o pontificado do Papa Sisto (432-440), mas deixando intacto o valor da antiga denominação.

No século IV, precisamente com o Papa Sisto III, a basílica foi chamada Teothokos (Mãe de Deus). Assim indicava a dedicatória inscrita na fachada, hoje perdida, destacando a importância do dogma cristão da Mãe de Deus, consagrado no Terceiro Concílio Ecumênico de Éfeso (431) contra a heresia nestoriana.

No século VII, recebeu o título de Basílica de Santa Maria ad Praesepio que aparece pela primeira vez no Liber Pontificalis, sob o pontificado de Teodoro (642-649). O nome foi associado às relíquias do “berço” de Jesus, enviadas de Jerusalém a Roma para salvá-las dos árabes, que invadiram a cidade em 638. Hoje, essas relíquias são preservadas na Capela da Natividade sob o altar da Capela Sistina de Santa Maria Maior.

A primeira capela expressa uma forte mensagem da humanidade e divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, a segunda celebra a maternidade divina de Maria, mostrada nas belas pinturas do século XVI que decoram mensagem do cristianismo contra a heresia protestante que existia.

Assim, a Basílica de Santa Maria Maior, desde a sua milagrosa fundação até os dias atuais, comunica a sua forte mensagem de unidade da natureza humana e divina da Virgem Maria e de Nosso Senhor Jesus Cristo.