A perda do sentido de Deus e da dignidade humana são a raiz da desordem e da injustiça

Palavras do Bispo de Coimbra pronunciadas na homilia da Missa celebrada no Santuário de Fátima

Fátima, (Zenit.org) | 600 visitas

Em palavras dirigidas aos peregrinos presentes no Santuário de Fátima, o Bispo de Coimbra apontou que “as desordens e injustiças de toda a ordem existentes no nosso mundo têm a sua raiz na perda de sentido de Deus e da dignidade humana”. Informou a assessoria de imprensa do Santuário de Fátima.

Aos jovens do movimento Convívios Fraternos, em peregrinação nacional a Fátima, D. Virgílio Antunes pediu uma fé encarnada na vida e que sejam “portadores da alegria de Cristo para outros jovens”. 

Na reflexão do Bispo de Coimbra, o ser humano vive três tipos de perdas: a perda das condições de vida e de bens, a perda do amor nas relações humanas e a perda do amor em Deus. “Somos sensíveis às duas primeiras perdas, e com razão, porque destroem a pessoa humana, roubam-lhe a alegria de viver, a esperança e o amor, essenciais para uma vida feliz. Geralmente somos menos sensíveis à perda de Deus e à perda da fé no seu amor e na sua misericórdia”, afirmou, na homilia da Missa a que presidiu na manhã do dia 15, no Santuário de Fátima, que concelebrou com vários sacerdotes e com D. Anacleto Gonçalves, bispo de Bragança-Miranda, e D. Patrick O’ Donoghue, bispo emérito de Lancaster, Inglaterra. 

O apelo do Bispo de Coimbra foi no sentido do reencontro do sentido de Deus e do sentido do homem, por serem “duas realidades insociáveis”. “O caminho para esse reencontro passa pela fé em Deus, pelo encontro com o seu amor e a sua misericórdia, que provocam sempre o encontro com o amor e a misericórdia humana, aceite, acolhida e vivida”, afirmou. Além de outros grupos, estão na Cova da Iria em peregrinação nacional os grupos da Federação Portuguesa de Dadores Benévolos de Sangue e do movimento Convívios Fraternos.  

Na mesma homilia, D. Virgílio Antunes dirigiu umas palavras em especial aos jovens convivas para lhes recordar as duas as vertentes do caminho que lhes é pedido “enquanto parte da solução para o nosso mundo”: “o crescimento na fé na relação pessoal com Cristo”, e “o crescimento no amor à humanidade”. “Não permitas que a tua fé esteja desencarnada da tua vida, mas trabalha para que se torne compromisso em favor da dignidade humana, da construção da paz e da instauração de relações marcadas pela justiça. Está atento aos outros e torna-te instrumento do seu reencontro”, disse.