A possível visita papal à Coréia: 'Uma mensagem de esperança para toda a Ásia"

O arcebispo de Seul, o futuro cardeal Andrew Yeom Soo-jung futuro, fala sobre os frutos que produziria a primeira visita de Francisco ao continente asiático

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 381 visitas

"Uma visita apostólica do Papa Francisco à Coreia seria uma mensagem de esperança para todos os países da Ásia. De todo o coração nós esperamos que possa ocorrer. Também daria uma grande motivação à Igreja coreana para continuar trabalhando na evangelização da Ásia”. Afirmou o arcebispo de Seul, Andrew Yeom Soo- jung, em declarações à Agência Fides.

Em 12 de janeiro, o Santo Padre anunciou que o arcebispo de Seul, será criado cardeal no consistório do 22 de fevereiro. O padre Federico Lombardi, disse aos jornalistas recentemente que no Vaticano está sendo estudada uma possível viagem do Papa à Coreia por ocasião do Dia da Juventude Asiática, o encontro dos jovens católicos da Ásia, programado em Daejeon, do 10 ao 17 de agosto.

Sobre essa possível viagem papal para a Ásia, o arcebispo de Seul disse à Fides: "Toda vez que tem a possibilidade, o Papa Francisco destaca a necessidade mais urgente para a Igreja de hoje: a capacidade de curar feridas e aquecer os corações dos fieis". Esta orientação pastoral deve ser contextualizada na Coréia, "a sociedade coreana de hoje - continua o arcebispo - vive o problema da diferença entre ricos e pobres, e as diferenças ideológicas entre o partido conservador e o partido progressista. Estas divisões causam ansiedade e caos na sociedade. Há também diferenças na Igreja Católica na Coréia, e muitas pessoas estão enfrentando uma crise de fé. Espero que a visita do Santo Padre à Coréia seja a ocasião para que aprendamos o modo de superar estas diferenças e conviver em harmonia no amor de Cristo".

Finalmente explicou que: "a abordagem pastoral do Papa Francisco é a de enfatizar o ensino fundamental da fé cristã: ajudar o próximo e amar os pobres. Portanto, a missão mais importante da Igreja na Coréia é a de cuidar dos pobres e marginalizados. Uma visita do Santo Padre na Coréia não somente traria grande esperança à Igreja coreana, mas também à toda a sociedade coreana”.

Monsenhor Andrew Yeom Soo- jung pediu na sua mensagem de Páscoa de 2013: “abundantes graças e bênçãos para os nossos irmãos, separados de nós, na Coréia do Norte, com a esperança de que a paz possa triunfar sempre na península coreana”. Esta mensagem veio em um momento de tensão política e militar entre as duas Coreias. Tanto que o arcebispo convidou todos para "orar por aqueles que sofrem física e espiritualmente ", e especialmente " pelos irmãos da Coréia do Norte".

Em 1949 estimava- se que a população católica na Coréia do Sul estava em torno de 1,1%, com apenas 81 sacerdotes e 46 paróquias. Logo após o Concílio Vaticano II eram 2,5 %. 50 anos depois, os católicos são o 10'3 % da população, os sacerdotes mais de 4.600, os religiosos e as religiosas mais de 10.000.

Estes são os números que o Cardeal Fernando Filoni, prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos, recordou em sua viagem à Coreia do Sul, que realizou do 30 de Setembro ao 6 de Outubro.

De acordo com dados da Conferência Episcopal da Coreia do Sul, publicados em maio de 2013, documenta-se que atualmente há 5.361.369 católicos, cerca de 10,3 % da população total. Durante o ano passado, 84.959 fieis uniram-se à Igreja e surgiram no país 17 novas paróquias. Seul, a arquidiocese mais populosa, abriga o 27,1% dos fieis coreanos, seguida por Suwon (15,1%), Daegu (8,8%) e Incheon (8,7%).

Além disso, em 2012 celebraram-se 20.712 casamentos, 12.506 entre coreanos batizados e não. O número de fieis que se aproximaram do sacramento da confissão é, pelo contrário, um 4,6 % menor do que em 2011 e também os batismos, 132.076 no ano passado, registraram queda de 1,8%.

Um crescimento que também caracterizou o aumento do clero: em 2012, a relação entre sacerdotes e fieis é de um para 1.149. A assistência média à missa dominical teve a participação de 1.233.114 de fieis, cerca de 23% dos católicos coreanos.

Trad.TS