A praia, a areia, o mar nos fazem lembrar aqueles que deixaram tudo para seguir a Jesus

Missa de inauguração da Jornada Mundial da Juventude

Rio de Janeiro, (Zenit.org) Thácio Siqueira | 344 visitas

A Santa Missa de inauguração da JMJ aconteceu ontem, na Praia de Copacabana, às 19h. Foi celebrada por Dom Orani Tempesta arcebispo do Rio de Janeiro e presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013 e pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, Cardeal Stanisław Ryłko.Depois de 26 anos, a Jornada Mundial volta ao continente americano e recebe um Papa Latino-americano.

Caminhar na orla de Copacabana e participar da Santa Missa ao mesmo tempo, era algo possível de se fazer ontem à noite. Do posto 6 até o posto 1, da Ponta de Copacabana até a Ponta do Leme, todo esse espaço se transformou num grande Templo que ontem reuniu, segundo dados da polícia militar, de 500 a 600 mil fieis.

Chuva fina, vento constante, muitas capas de chuvas, das mais variadas cores, guarda-chuvas, e gente debaixo das barraquinhas da Orla, bandeiras de todos os países enfincadas na areia, milhares de fieis na frente dos 26 telões instalados ao longo da praia mais famosa do mundo. Peregrinos e fieis procuravam entrar no espírito da Jornada, que estava oficialmente começando.

 “Esta cidade maravilhosa tornou-se ainda mais bela com a presença de vocês”, disse Dom Orani no início da homilia. “Vocês estão fazendo parte da nossa família”.

O Papa Francisco, lembrou o arcebispo, acompanhava essa celebração pela televisão e uma saudação também foi dirigida a ele.

Somos chamados a ser protagonistas de um mundo novo. O mundo necessita de jovens como vocês, disse Dom Orani. Jesus veio especialmente para os pecadores. A nossa resposta ao seu chamado deve ser de prontidão e escuta.

Colocando-se no contexto da celebração, Dom Orani disse que esse cenário, a praia, a areia, o mar, nos remete aos barcos deixados na praia por aqueles que deixaram tudo para seguir a Jesus.

Quando dizemos sim, como São Mateus, Jesus vem ceiar conosco. “O caminho missionário exige discernimento, utopia, sonho, mas também do auxílio de alguém ao nosso lado que nos ajude a reconhecer a voz de Deus”, ressaltou Dom Orani.

Existe uma revolução do amor nesse momento. O outro é Cristo, o outro é nosso irmão. Cristo nos convida a semearmos fraternidade por onde passarmos. “Andem por esta cidade como sentinelas do amanhã, trabalhando na reforma do mundo à luz de Deus”, disse o arcebispo. O Papa Francisco se colocou conosco nessa caminhada. “Temos muitas barreiras e injustiças para superar. Vamos construir pontes ao invés de muros e obstáculos”, disse.

No final da celebração o cardeal Stanislaw Rilko, presidente do Pontifício Conselho para os leigos, deu as boas-vindas aos jovens. “Caros jovens, em nome do Pontifício Conselho para os Leigos, o dicastério do Vaticano ao qual o Santo Padre confiou a organização das Jornadas Mundiais da Juventude, dou-vos as mais calorosas boas-vindas, e saúdo-vos com afeto”.