A primeira exortação apostólica de Francisco encerra o Ano da Fé

Na missa deste domingo, será apresentado simbolicamente o texto da Evangelii Gaudium e serão expostas as relíquias de São Pedro

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 669 visitas

O Ano da Fé proclamado por Bento XVI e iniciado em 11 de outubro de 2012 termina neste domingo, em Roma, com a missa de encerramento. Foram apresentados hoje os últimos eventos desse período significativo e intenso na história da Igreja.

O “Dia da vida contemplativa” acontece neste 21 de novembro. As celebrações do final do Ano da Fé serão duas: o encontro dos catecúmenos com o papa, em 23 de novembro, e a santa missa de encerramento, no dia 24. Participaram da coletiva de apresentação dos eventos o arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, e o arcebispo José Octavio Ruiz Arenas, secretário do mesmo dicastério.

Dom Fisichella destacou que são mais de 8 milhões e meio os peregrinos que visitaram o túmulo de São Pedro neste ano para professar a fé. “Chega ao fim um ano dedicado completamente a reavivar a fé dos crentes, mas agora continua o desejo de manter vivo o ensinamento que recebemos durante esses meses todos", disse ele, complementando que foram muitas as "microiniciativas que evidenciaram em todo o mundo o quanto a fé permanece viva e dinâmica no meio dos fiéis, como testemunho da piedade e da profunda religiosidade que está presente em nosso povo".

E prosseguiu: “Para fechar o ano, pensamos num conjunto de sinais para demonstrar a continuidade da fé e o caminho que temos que seguir para evitar que ela vire uma coisa rotineira na vida de todos os dias”.

O papa Francisco irá ao Mosteiro Camaldolense do Aventino neste dia 21 de novembro para se encontrar com aquela comunidade religiosa. A jornada, que coincide com o aniversário da entrada da irmã Nazarena Crotta no mosteiro, será dedicada a quem escolheu a vida de clausura como dedicação privilegiada à oração e à contemplação.

Com o lema “Preparados para Cruzar a Porta da Fé”, acontece no dia 23 de novembro o segundo ato dedicado aos catecúmenos. 500 catecúmenos acompanhados por seus catequistas, procedentes de 47 países dos cinco continentes, serão os protagonistas dessa jornada. O papa receberá 35 deles na entrada da Basílica de São Pedro e lhes fará as perguntas tradicionais do rito.

Fechando o Ano da Fé, a celebração da eucaristia no domingo, 24 de novembro, na Praça de São Pedro, contará com três símbolos que destacarão a importância do momento: a exposição das relíquias de São Pedro, a entrega da exortação apostólica do papa Francisco, Evangelii Gaudium, e um gesto de caridade em auxílio do povo das Filipinas: durante a eucaristia, será feita uma coleta como contribuição dos peregrinos do Ano da Fé para os atingidos pelos desastres meteorológicos naquela nação asiática.

Fisichella enfatizou que “estamos acostumados a destacar os fatores de crise e nos esquecemos de olhar também para os muitos sinais positivos de esperança que estão realmente presentes na Igreja. O Ano da Fé nos permitiu experimentar isso. Sustentados por um testemunho tão impressionante, entusiasmado e confiante, que se expressa principalmente no silêncio da vida cotidiana, olhamos para o futuro com mais serenidade, graças à experiência adquirida neste ano, esperando que os seus efeitos positivos se prolonguem durante muito tempo”.