A situação económica em Cuba continua muito difícil

O núncio na Ilha pede para os italianos não reclamarem do seu país e lembra-lhes que um médico cubano ganha 25 euros por mês

Roma, (Zenit.org) Sergio Mora | 428 visitas

A situação econômica em Cuba é realmente difícil, este foi o comentário do núncio apostólico em Cuba, Mons. Bruno Musarò, após a missa que celebrou na localidade italiana de Vignacastrisi, no parque São Pio de Pietrelcina.

O jornal local, Lecce News, deu a notícia, acrescentando que o núncio, depois da missa, falou das condições de extrema pobreza e degradação que vivem, na ilha caribenha, os cidadãos, vítimas de uma ditadura socialista que leva 56 anos no poder.

"Os italianos que se queixam de tantas coisas têm que saber que em Cuba - diz o jornal - um médico ganha 25 euros por mês e que para viver com dignidade alguns profissionais trabalham a noite como garçons.

Segundo o jornal, monsenhor disse que em Cuba tudo está controlado pelo Estado, até o leite e a carne. Comer bezerro é um luxo e quem mata um para comer é preso e levado para cadeia. Por isso explicou que muitas pessoas escapam da Ilha.

"Mesmo meio século depois se fala de Revolução, se elogia ela, mas as pessoas não têm emprego e não sabe como fazer para alimentar seus próprios filhos”, diz monsenhor a Lecce News.

A Igreja em Cuba, apesar de ainda ter dificuldades, nas últimas décadas tem tido mais espaço para a sua pastoral, especialmente depois da visita de João Paulo II em 1998, quando viu o fim de proibições, como a festa de Natal que, com a Revolução Cubana, tinha sido abolida.

Os bispos até mesmo têm uma página web com conteúdos de natureza religiosa.

Na última terça-feira, 13 de agosto, Fidel Castro cumpriu 88 anos. Desde 2006, o líder da Revolução Cubana não ocupa nenhum cargo público, e, portanto, as celebrações foram discretas, como alguns concertos e uma exposição fotográfica.

No Facebook se espalhou a notícia de que Fidel Castro se moveria em um veículo recém-importado Mercedes cinza, carro que em outro país seria até mesmo discreto para um líder político, se não fosse porque a frota de carros na ilha seja principalmente dos anos 50 e os veículos que se permitiu importar tem preços muito mais elevados do que nos Estados Unidos e na União Europeia.

Apesar das reformas de Raul Castro, a cada ano cerca de 40 mil pessoas deixam a Ilha, embora a maioria agora o faça de forma legal e em um avião.