"A sociedade de hoje tem uma grande necessidade de irmãos que se estimam"

Discurso do Papa aos Bispos amigos do Movimento dos Focolares, reunidos em Castel Gandolfo para o 37 º Encontro Internacional

Roma, (Zenit.org) Salvatore Cernuzio | 396 visitas

Ressoa o mandamento de Cristo - "Amai-vos uns aos outros, com isso todos saberão que vocês são meus discípulos sabemos que vocês são meus discípulos”- no discurso do Papa Francisco, pronunciado hoje, aos bispos amigos do Movimento dos Focolares. Aos Bispos reunidos nestes dias em Castel Gandolfo para o 37 º Encontro Internacional sobre o tema: "A reciprocidade do amor entre os discípulos de Cristo", o Papa dirigiu o convite para que se estimem, “embora nas diferenças de carácter, de proveniência, de idade”.

“A sociedade de hoje tem muita necessidade do testemunho de um estilo de vida onde transpareça a novidade que o Senhor Jesus nos deu – destacou Bergoglio-. Este testemunho de irmãos que se estimam “dá origem ao desejo de ser envolvido na grande parábola de comunhão que é a Igreja”.

O Pontífice exortou a viver o Encontro como "uma convivência fraterna, onde se compartilham experiências espirituais e pastorais naperspectiva do carisma da unidade". Assim, é possível realizar "a reciprocidade do amor entre os discípulos de Cristo" que é "capaz de transformar a qualidade das relações interpessoais", e assim, a pessoa se sentechamadaa “descobrir ou redescobrir Cristo,abrindo-seao encontro de Cristo, vivo e operante”, e é estimulada a “sair de si para ir ao encontro dos outros, para propagar a esperança que recebeu como dom”.

Nesta perspectiva, o Papa disse que os bispos são chamados a “levar a essas reuniões o amplo respiro da Igreja, e fazer que aquilo que recebem seja para o benefício de toda a Igreja". Francisco também recordou a carta apostólica Novo millennio ineunte do Beato João Paulo II, para enfatizar aos prelados do Movimento fundado por Chiara Lubich que “fazer da Igreja a casa e a escola da comunhão”éessencial em qualquer empenho de evangelização”.

Por fim, o Papa espera que “o congresso seja uma ocasião propícia para crescer no espírito de colegialidade, e para buscar no amor recíproco um motivo de encorajamento e esperança renovada”. 

(MEM)