A solidariedade do Conselho Mundial das Igrejas aos cristãos de Mosul

O secretário do CMI expressa "grande tristeza" e pede orações. Entre as vítimas dos jihadistas também muitos muçulmanos corajosos

Roma, (Zenit.org) Redacao | 280 visitas

O reverendo Olav Fyske Tveit, secretário-geral do Conselho Mundial das Igrejas (CMI ou World Council of Churches), falou sobre a perseguição que a comunidade cristã está sofrendo no Iraque pelas mãos dos jihadistas do Estado islâmico.

Fyske Tveit declara que centenas de pessoas "vivem uma situação dramática, obrigados até mesmo a pagar um imposto por serem cristãos. A maioria deles teve que abandonar as próprias vilas, as casas e os seus bens, em busca de um refúgio seguro". O secretário do CMI enfatiza que "é com grande dor", que "estamos testemunhando o fim da presença cristã em Mosul, que começou nos primeiros séculos do cristianismo".

O reverendo define estes episódios de perseguições "perturbadoras" e "trágicas", espera, portanto, que a comunidade internacional coloque um freio o quanto antes. Fykse Tveit salienta a necessidade de continuar em oração "por todo o povo iraquiano e em particular pelas minorias, cristãos e muçulmanos, que foram forçados a deixar suas casas".

Ao garantir o apoio de toda a comunidade ecumênica e todas as igrejas no Iraque, o Conselho Mundial das Igrejas expressou "agradecimento pelo seu compromisso para a construção de um diálogo construtivo com as outras comunidades religiosas e étnicas do País, para que o património pluralista das sociedades seja protegido e garantido".

Conforme relatado na edição de hoje do L'Osservatore Romano, há vários casos de muçulmanos que se mobilizaram em defesa dos cristãos atacados pelas tropas do Estado islâmico. Foi o que aconteceu em Mosul, a um professor de pedagogia da Universidade, Mahmoud al Asali, que se expôs publicamente para condenar as perseguições anti-cristãs e foi morto por jihadistas. O site Ankawa enumera uma série de histórias semelhantes a esta do corajoso professor iraquiano. (Trad.T.S.)