A Tanzânia teme a contaminação do fundamentalismo

A preocupação do Monsenhor Rogatus Kimaryo, bispo de Same, no norte do país

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ROMA, quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012(ZENIT.org) -A Igreja da Tanzânia teme a contaminação do fundamentalismo islâmico de matriz nigeriana. Monsenhor Rogatus Kimaryo, bispo de Same - diocese no Norte do País -  falou à Ajuda a Igreja que Sofre de sua preocupação sobre a possível radicalização da comunidade muçulmana local.“Temos medo do que está acontecendo na Nigéria possa repercurtir em outras nações africanas”.

Os 45 milhões de cristãos da Tanzânia são cerca de 53 por cento – sendo 12 milhões de católicos - 32 por cento muçulmanos e animistas 13 por cento. O país até agora viveu uma história pacífica e por isso, diz o bispo, o crescente interesse demonstrado por grupos esparssos de islâmicos radicais causa muita preocupação entre os fiéis. 

Monsenhor Kimaryo atesta que a coexistência entre muçulmanos e cristãos foi “até agora marcada pela completa harmonia”. E agradece a AIS  pelo forte apoio ao diálogo inter-religioso em Same e em outras dioceses na Tanzânia. "Mas se a evolução negativa que vemos na África Oriental se espalhar para o resto do continente, - alerta - as conseqüências seriam prejudiciais para ambas as comunidades religiosas".

Para Monsenhor Kimaryo, a Conferência Episcopal deve ser imediatamente torna-se participante das preocupações, o governo e os líderes islâmicos. Os problemas, diz o bispo, não são causados ​​pelas autoridades muçulmanas -  “absolutamente confiáveis e colaboradoras” -  mas por facções incontroláveis  que se sentem “ perenemente discriminadas” e culpam o Ocidente e a Igreja .

O Bispo de Same espera, portanto, uma plena cooperação entre líderes religiosos, porque “se não agirmos agora para combater a propagação do fundamentalismo, não me ouso imaginar o que poderia acontecer no futuro”.

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"Ajuda à Igreja que Sofre" (ACS), Fundação de direito pontifício, fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, destaca-se como a única organização que implementa projetos para apoiar o ministério da Igreja, onde esta é perseguida ou não tem meios para cumprir sua missão. Em 2010,  levantou mais de US $ 65 milhões em 17 países onde tem sedes  nacionais e já realizou mais de 5.500 projetos em 153 países.

(Tradução:MEM)