A tragédia do desemprego se reflete nas cartas enviadas aos frades de Assis

Pe. Enzo Fortunato: "A exclusão do trabalho é exclusão da sociedade"

Roma, (Zenit.org) | 844 visitas

A Itália enfrente o drama da falta de trabalho, de uma vida cada vez mais difícil, e testemunha o apelo, em muitos casos desesperado, que os cidadãos fazem à classe política italiana para que haja maior equidade e justiça em todas as áreas.

Aumenta continuamente o número de mulheres e homens que escrevem para a revista San Francesco Patrono d’Italia, publicada pelo Sagrado Convento de Assis. Os italianos escrevem aos frades para contar sobre o sofrimento e a tensão de viver na Itália de hoje. O site da revista, sanfrancesco.org, decidiu publicar algumas das cartas e abri-las aos comentários de outros leitores.

Especial destaque foi dado pelo público à carta de uma jovem que assina com o codinome “Desesperada”: “Estou sem emprego e me sinto arrasada, fracassada. Tenho 35 anos e não fiz nada na minha vida. Me sinto inútil e às vezes acho que seria melhor acabar com tudo. Sou apenas um fardo para todos. Eu me pergunto se faz sentido viver”.

A carta levantou um mar de comentários, como o de Marcos, de Roma, que pede aos católicos que estão na política para “acordarem as consciências com ações fortes e claras, como a mensagem desta moça tão desesperada e pungente”. Sergio convida a “nunca perder a esperança e nunca desistir”. Silvia, de Cuneo, mencionando as eleições, pede “coisas positivas, que merecemos, como serenidade, justiça, limpeza, honestidade, respeito, equidade, paz”.

O diretor da revista e da assessoria de imprensa do Sagrado Convento de Assis, pe. Enzo Fortunato, observa que a “a exclusão do trabalho se transforma, muitas vezes e dramaticamente, em exclusão da própria sociedade e do mundo circunstante. Do nosso site, lançamos um apelo às instituições para que nos digam como pretendem aumentar as oportunidades de trabalho”.