Abadia de Montserrat, mil anos de fé e cultura

Conferência do abade na universidade Sorbonne

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PARIS, quarta-feira, 27 de junho de 2007 (ZENIT.org).- O superior da Abadia de Montserrat, santuário mariano catalão que em 2025 cumprirá mil anos, explicou na universidade Sorbonne de Paris a «interação» entre seu mosteiro e a cultura.



Para o abade Josep Maria Soler, OSB, são quatro os aspectos que configuram a cultura de Monserrat, centro de peregrinação que no ano passado recebeu mais de dois milhões de visitantes: «A atividade dos monges, o Museu de Montserrat, a Biblioteca do Mosteiro e a Escolania».

O beneditino ofereceu sua palestra em 14 de junho, por convite do presidente da Universidade Paris Sorbonne (Paris IV), o professor Jean-Robert Pitte.

O abade, que participou da reunião anual do Conselho de Administração do Centro de Estudos Catalães desta universidade parisiense, é o único clérigo com uma representação em Sorbonne.

Depois de percorrer a história do mosteiro, Josep Maria Soler, osb, ilustrou ao público parisiense as conseqüências da Guerra Civil espanhola iniciada em julho de 1936 e explicou como «os monges foram acolhidos em casas amigas ou mosteiros europeus, ainda que alguns conheceram a prisão e o sofrimento, 23 foram assassinados e dois morreram na frente de batalha».

A reconciliação chegou em 1947, com a entronização da imagem de Nossa Senhora de Montserrat, que para o abade «teve um altíssimo significado religioso e político-social» e foi um «sinal de piedade popular e um grande ato de reconciliação entre os que haviam lutado nos dois grupos da guerra».

O abade sublinhou a importância cultural atual do mosteiro, com um Museu que é considerado entre os melhores da Espanha, uma biblioteca com mais de trezentos mil volumes especializados e uma Escolania de crianças cantoras em evolução.

O religioso beneditino concluiu sua apresentação sobre Montserrat e a cultura reconhecendo que «minha preocupação e minha esperança consistem em não rebaixar nunca o teto do humanismo» e «promover entre todos uma pátria comum de uma humanidade global».