Abraço ao maior hospital de Brasília

Visita dos Símbolos da JMJ ao Hospital de Base da Capital Federal do Brasil

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Por Amandda Souza, da Equipe Jovens Conectados

BRASILIA, terça-feira, 15 de maio de 2012 (ZENIT.org) - A cruz da Jornada Mundial da Juventude e o Ícone de Nossa Senhora estiveram no Hospital de Base de Brasília, na tarde do domingo, para rezar pelos doentes, e contou com a presença de mais de 2000 jovens. A visitação fez parte do Bote Fé Brasília, evento de preparação para a JMJ e foi uma alusão à Campanha da Fraternidade de 2012, que tem como lema “que a saúde se difunda sobre a Terra”.

O objetivo da visita foi rezar pelos doentes, apresentar Cristo e sua cruz como esperança aos que sofrem, a seus familiares e, para manifestar a ideia, os milhares de jovens se abraçaram em volta do hospital. Durante o momento, era possível ver alguns enfermos da janela do hospital emocionados com o entusiasmo dos jovens e a visita dos símbolos.

Dom Sérgio iniciou seu discurso e manifestou carinho, solidariedade e orações a todos os doentes desse de outros hospitais. “Através deste abraço, nos aproximamos a todos que sofrem e suplicam a Deus, a graça da saúde. Também estamos abraçando todos os enfermos do mundo. Queremos envolver aqueles que mais sofrem e nem sempre conseguem acesso aos serviços de saúde. Que jamais falte a nossa oração, apoio, serviço, presença amiga, a todos que necessitam da nossa atenção como Igreja”, destacou.

Em seguida, o bispo convidou a todos que se voltassem aos ícones para rezar pelos doentes. “Nesse momento, olhemos para essa cruz que nos deu a vida e salvação, e para o ícone de Nossa Senhora, que nos acompanha durante todas as dificuldades. Eles nos trazem a certeza da presença de Cristo e de Maria ao nosso lado”. Voltando as mãos aos ícones, todos disseram: “que a saúde se difunda sobre a terra e sobre o Hospital de Base”.

Padre Rosivaldo, que está há cinco anos trabalhando no Hospital de Base, conta que sua experiência é uma realidade paradoxal. “Somos samaritanos a essas famílias. Às vezes, encontro pessoas alegres, pelo nascimento de uma criança ou pela alta que alguém recebe, mas também, existe a realidade triste, quando há morte, angústia, insegurança, medo, dor. Nossa missão, como cristãos, é entregar nossa vida com amor, como Cristo fez, a serviço dos irmãos. Temos que acolher os doentes, e promover a saúde”, afirma.

O sacerdote também disse que as pessoas quando estão doentes, tendem a se afastarem de Cristo. “Essa também é nossa missão como católicos. Até quem tem fé, sofre com a enfermidade, imagina quem não tem?”, indaga.

A todos que passam por algum momento difícil, o capelão afirma os católicos devem dar testemunho da vitória de Cristo. “Precisamos mostrar aos doentes, que Deus jamais nos abandona, assim como não abandonou Cristo quando foi crucificado. Na experiência da dor, essas pessoas podem redescobrir a fé. Quando unimos nosso sofrimento ao de Cristo, somos vitoriosos. É possível ser forte em meio a dor. Todos os dias sou transformado aqui, quando muitos enfermos nos evangelizam, ao revelarem serenidade, experiência de Deus, esperança”, ressalta.

A cruz, sinal de esperança

Um dos médicos do hospital, o Doutor Marcos, citou a importância da Campanha da Fraternidade neste ano levar o tema da saúde e ressaltou que, antes de qualquer cura, as pessoas precisam do amor de Cristo. “Nosso Senhor prega que devemos visitar aos doentes, pois é como visitá-Lo. Hoje, realizamos aquilo que Ele nos pede. Não tenho palavras para descrever este momento. Passo por muitas dificuldades no hospital, mas agora, renovo minha esperança. A cura de cada doente começa aqui, com a visita de Jesus e de Maria”, disse, emocionado.

Maria Roseli da Costa, mãe de Giovani, de oito anos, que tem uma síndrome rara, contou que foi ao encontro dos símbolos, desta vez, para rezar pelos doentes.

“Eu precisava vir ao encontro da cruz e de Nossa Senhora. Essa força vem de Deus, pois só com eles eu posso carregar a cruz diária. Assim como graças diariamente, eu vim dar este abraço a esses doentes. Muitos não aceitam a enfermidade na família, mas é um caminho que nos leva até Ele. Todo sofrimento aqui na terra, não será nada em comparação com a glória que teremos no céu”, afirmou.

Já Lívia Azevedo, 21 anos, foi voluntária do Bote Fé Brasília e estava ansiosa para ver os símbolos ao vivo que conhecia apenas da televisão. “Me sinto privilegiada, pois ano passado vi os jovens carregando a cruz lá em Madri e, agora, ela está aqui, ao meu lado. Esse momento me mostra o tamanho da Igreja. É emocionante ver esses doentes pela janela, e ver que eles estão sofrendo com Jesus, carregando a cruz junto com Ele”, disse.