Acolher com abertura e cordialidade os divorciados recasados, mas sem os sacramentos

Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller,confirma a posição da Igreja Católica

Roma, (Zenit.org) Redacao | 705 visitas

Aos divorciados recasados a Igreja confirma o seu 'não a Eucaristia', mas “os esforços pastorais devem dirigir-se ainda mais a favor destes fiéis”. Afirmou oPrefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Dom Gerhard Ludwig Müller,ao jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano,e publicado em português pela Rádio Vaticano.

A finalidade do documento é aprofundar com serenidade o tema que urge cada dia mais, “mesmo se, por natureza íntima dos sacramentos, a admissão a eles por parte dos divorciados recasados não for possível, os esforços pastorais devem dirigir-se ainda mais a favor destes fiéis, mesmo se eles devem permanecer na dependência das normas derivantes da Revelação e da doutrina da Igreja”. 

“O percurso indicado pela Igreja-prossegue Dom Müller -para as pessoas diretamente concernidas não é simples, mas elas devem saber e sentir que a Igreja acompanha o seu caminho como uma comunidade de cura e de salvação. Com o seu compromisso a compreender a prática eclesial e a não receber a Comunhão, os cônjuges apresentam-se à sua maneira como testemunhas da indissolubilidade domatrimônio”.

A questõessobre avida cristã dos “divorciados recasados certamente não deveria limitar-se à questão da recepção da Eucaristia”, afirmao monsenhor recordando ainda que “a este propósito, além da Comunhão sacramental há outros modos para entrar em comunhão com Deus”que vivemos “quando nos dirigimos a ele na fé, na esperança e na caridade, no arrependimento e na oração”.

“Deus pode conceder a sua proximidade e a sua salvação às pessoas por diversos caminhos, mesmo se elas vivem em situações contraditórias”- escreve -.

O Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé citando o recente documento do Magistério chama os pastores e a comunidade cristã a “acolher com abertura e cordialidade” os divorciados recasados, “com empatia, com a ajuda concreta e para lhes fazer sentir o amor do Bom Pastor. Uma cura pastoral fundada na verdade e no amor encontrará sempre e novamente neste campo os caminhos a percorrer e as formas mais justas”.

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