Acordo para uma "trégua ilimitada" e festa nas ruas de Gaza

Reabre a fronteira de Rafah com o Egito. Agora pode chegar a ajuda humanitária para a reconstrução da Faixa de Gaza devastada pelo conflito. Daqui a 30 dias novo compromisso no Cairo entre o Hamas e Israel para discutir as demandas crescentes

Roma, (Zenit.org) Redacao | 369 visitas

Após cerca de 50 dias de conflito, ontem, finalmente chegou-se a um acordo para um cessar-fogo em Gaza entre Israel e o Hamas. Uma verdadeira e real vitória diplomática do Egito, que sediou os diálogos na sua capital, o Cairo. O anúncio, que foi feito pelo presidente palestino, Abu Mazen, gerou grandíssimo entusiasmo pelas ruas da Faixa de Gaza: milhares de palestinos fizeram passeatas também com tiros de pistolas e fuzis Kalashnikov para saudar o evento.

Jerusalém confirmou as palavras de Abu Mazen, pouco depois, mantendo, porém, um perfil de cautela. "É um novo texto de trégua egípcia, aceitamo-lo como fizemos com os outros no passado”, comentam laconicamente fontes próximas do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Cautela também no exterior: o Departamento de Estado dos EUA, por boca de Seu porta-voz Jen Psaki dá "as boas-vindas à esperança desejando o respeito aos termos, esperando que o cessar-fogo seja duradouro".

Os termos do acordo prevêem, segundo fontes egípcias citadas por Al Ahram, a "reabertura de todas as fronteiras de Gaza", incluindo a passagem de Rafah com o Egito, que será vigiada por forças da Autoridade Nacional Palestina (ANP). Israel também concordou que na Faixa de Gaza possam entrar "ajuda humanitária para a reconstrução", além da retomada da pesca dentro de 22 km da costa. Hamas concordou em colocar para daqui a 30 dias a discussão de suas principais demandas: abertura do porto e do aeroporto.

Sempre daqui a um mês, com sede confirmada no Cairo, será discutido também o desarmamento da organização islâmica e a restituição dos restos mortais de dois soldados israelenses. Muitos em Israel, liderados pelos Ministros da Economia e das Relações Exteriores, Naftali Bennet e Avigdor Lieberman definem o acordo "uma rendição ao terrorismo" por parte do Executivo israelense. Até agora, o conflito resultou em 2.143 mortes de palestinos e 70 israelenses, assim como a devastação da Faixa de Gaza.