África Ocidental: Diálogo inter-religioso para reforçar democracia
Documento final da reunião da Comissão de Diálogo Inter-Religioso
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ACCRA, Gana, quarta-feira, 22 de julho de 2009 (ZENIT.org).- Os líderes de todas as confissões religiosas devem levantar uma voz “profética” contra a injustiça e em favor da verdade para enfrentar as dificuldades da África Ocidental.
Assim assinala uma declaração da Comissão de Diálogo Inter-Religioso e Ecumenismo da Associação das Conferências Episcopais da África Ocidental Anglófona (IRDEC-AECAWA), publicada ao final de sua última sessão de estudo, realizada em Accra (Gana) em 14 e 15 de julho.
“O reforço da democracia na África ocidental: a função do diálogo inter-religioso e do ecumenismo” era o tema da reunião.
Os membros da Comissão motivaram todas as populações da África Ocidental, independentemente de suas diferenças religiosas e políticas, a “trabalhar juntas pelo bom governo do público”, que se caracteriza pela “justiça e a responsabilidade”.
Só assim, a democracia poderá desenvolver-se eficazmente na África Ocidental, afirmaram em sua declaração.
Os delegados destacaram alguns perigos da frágil democracia da África Ocidental, como as eleições “fraudulentas”, a “desigual” distribuição dos recursos, a pobreza, o analfabetismo e a ignorância.
Também a manipulação da religião por parte de alguns políticos e de alguns religiosos guiados por ambições egoístas.
Lamentaram que alguns líderes religiosos tenham perdido sua função profética e tenham deixado de ser a “voz dos sem voz”.
E acrescentaram os perigos dos problemas étnicos, o fanatismo religioso e as controversas pós-eleitorais.
A declaração final, firmada pelo presidente da Comissão, Dom Francis Anani Kofi Lodonu, também destaca a importância central da educação cívica para a formação de cidadãos “responsáveis e patriotas”.
O texto conclui com o reconhecimento de que “não podemos conseguir a democracia verdadeira na África Ocidental sem a ajuda de Deus” e o convite “a todos os crentes a implorar sem cessar e a rezar para que nos ajude a ter um bom governo em nossa região”.
Na reunião, participaram os delegados dos países membros da AECAWA (Nigéria, Gana, Serra Leoa, Libéria e Gâmbia) e especialistas no Islã, cristianismo e religiões tradicionais africanas.


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