Ai de mim se não anunciar o evangelho

Cardeal Vallini envia os catequistas do Caminho Neocatecumenal para a Missão das 100 Praças de Roma

Roma, (Zenit.org) | 998 visitas

"Cristo ressuscitou! Vamos anunciá-lo a todos". Com estas palavras, o cardeal vigário Agostino Vallini acolheu neste sábado os membros do Caminho Neocatecumenal de Roma, reunidos na basílica de São Paulo para receber o envio à Missão das 100 Praças.

"É bom estar aqui hoje. Somos muitos, muito mais que dez mil. Deste local, o grande apaixonado por Cristo que foi São Paulo nos exorta com as mesmas palavras daquela época: ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!".

Este é o sentido da missão que será realizada nos domingos do tempo de Páscoa em cem praças de Roma: anunciar o Evangelho com a simplicidade e a força do testemunho, transmitir a boa notícia que todos estão esperando.

Kiko Argüello, o fundador, apresentou todas as paróquias a ser evangelizadas e as praças que acolherão a multidão festiva de catequistas, sacerdotes, famílias, jovens, idosos, crianças: Piazza Re di Roma, Piazza Risorgimento, Piazza San Giovanni, Villa Borghese, Villa Torlonia... Mas não são apenas as famosas vilas romanas e as grandes praças do centro que serão inflamadas pela evangelização: os missionários chegarão até os lugares mais remotos da periferia, para que a mensagem chegue a cada homem.

É preciso, disse o papa Francisco, "aprender a sair de nós mesmos para chegar aos outros, para irmos até as periferias da existência, para darmos o primeiro passo em direção aos nossos irmãos e irmãs, especialmente os que estão longe, os que são esquecidos". De resto, como disse Bento  XVI aos jovens reunidos em Loreto em 2007, "na Igreja não existe periferia, porque onde está Cristo, está o centro de tudo. A Igreja viva, a Igreja das pequenas comunidades, a Igreja paroquial,  os movimentos, deveriam formar centros dentro das periferias... Nós vimos e vemos no Evangelho que, para Deus, não há periferia. A Terra Santa, no vasto contexto do Império Romano, era periferia; Nazaré era periferia, uma cidade desconhecida. Mas aquela realidade era, na verdade, o centro que mudou o mundo".

Muitos participantes da missão estavam, eles próprios, na periferia da vida, esmagados pela falta de sentido, sujeitos “à escravidão do pecado e do demônio”, como diz a Carta aos Hebreus, por medo da morte. 

Hoje, graças à Igreja e através do Caminho Neocatecumenal, eles viram as suas vidas reconstruídas. Surgiram vocações, as famílias são generosamente abertas à vida. Isso faz deles testemunhas credíveis do que receberam de graça e agora querem doar. "Mas é fácil acreditar que Jesus ressuscitou dos mortos?", perguntou o cardeal, comentando o evangelho proclamado pelo pe. Mario Pezzi."Se fosse, o mundo não estaria nas condições atuais: basta pensar em quantos mártires inocentes são vítimas da praga do aborto, vítimas do hábito de rejeitar a vida. Não foi fácil acreditar nem mesmo para os discípulos, chamados por ele, chamados pelo nome: seguir Jesus parecia fácil quando ele pregava, curava, saciava a fome. Mas, na cruz, Jesus ficou sozinho, morreu em agonia enorme, abandonado por todos. Mas a cruz não é a última palavra. Todos, todos, catequistas, cardeais, políticos, estaremos perdidos se a ressurreição não entrar em nosso coração para se tornar vida real para nós".

Antes de dar a bênção de envio para os catequistas, o cardeal expressou a sua gratidão ao Caminho Neocatecumenal pela iniciativa das cem praças: "Eu estou feliz porque podemos fazer isso em Roma. A Igreja começou assim, com o testemunho do encontro pessoal com o Senhor Ressuscitado, como dizem os Atos dos Apóstolos". O cardeal Vallini terminou o discurso agradecendo aos membros do Caminho "pelas boas-vindas e pela defesa e transmissão da vida, sem a qual é tudo inútil".

A basílica foi tomada por um silêncio orante enquanto todos recebiam de joelhos a bênção do cardeal e o envio para a missão. O encontro terminou com um hino à Virgem Maria, Estrela da Nova Evangelização.

No coração de todos, permaneceu a exortação do cardeal: "Esta missão é o testemunho que Roma exige: esperem alguma rejeição e ridicularização, mas tenham voz, coragem e paciência, que os frutos das sementes plantadas não vão demorar muito para amadurecer".

Com a Missão das 100 Praças, pode-se exclamar com alegria, como diz o hino das primeiras vésperas na Solenidade dos Santos Pedro e Paulo: O Roma felix!