«Ajuda à Igreja que Sofre» financiou 6.200 projetos em 127 países em 2002

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KONIGSTEIN, 22 de julho de 2003 (ZENIT.org).- O balanço 2002 de «Ajuda à Igreja que Sofre» revela que, superando a média das doações dos últimos cinco anos, foram recebidos no ano passado 71,6 milhões de euros que financiaram 6.200 projetos em 127 nações dos cinco continentes.



As doações procedem de 360.000 benfeitores dos 17 países onde AIS tem sedes nacionais (Europa ocidental, Estados Unidos, Canadá, Brasil, Chile e Argentina).

França, Alemanha e Suíça constam entre as contribuições mais significativas. Também foram registrados aumentos importantes (mais de 40% no Brasil, Holanda e Chile).

Do balanço, certificado por uma das mais importantes empresas do setor, é possível verificar que mais de 80% das entradas se destinaram a ajudas efetivas, enquanto que aproximadamente 13% foram para iniciativas de informação sobre a situação da Igreja em diferentes países. Somente 6,8% foram empregados em gastos de gestão.

Na Europa Central e do Leste, as ajudas a Ucrânia --com 5,2 milhões de euros, sobretudo para a construção do seminário maior de Lvov-- e a Rússia continuaram sendo prioritárias para a Associação. A Igreja católica na Rússia recebeu --com 1,6 milhões de euros-- a maior soma, seguida dos projetos ecumênicos, que ultrapassaram 885.000 euros.

Com estes projetos AIS quis fomentar durante o ano passado, uma vez mais, a colaboração entre católicos e ortodoxos. «Ajuda à Igreja que Sofre» apoiou com mais de 600.000 euros a Igreja ortodoxa, sobretudo no âmbito da formação de futuros sacerdotes.

Na atualidade, países como Croácia e Bósnia-Herzegóvina, que sofrem grande necessidade devido à guerra do início dos anos 90, receberam ajudas desta Associação, que no ano 2002 respaldou vários projetos na Croácia com 820.000 euros e em Bósnia-Herzegóvina com mais de 420.000 euros.

Na África se deu prioridade aos países em guerra --Sudão, República Democrática do Congo, Angola, Etiópia e Eritréia-- onde, uma vez finalizados os confrontos, é necessário reconstruir toda a infraestrutura eclesial.

Na América hispânica, Cuba continua ocupando um lugar destacado devido a sua situação política, igual ocorre na Ásia com China, Myanma (antiga Birmânia) e Vietnã.

Por continentes, a Associação investiu nos projetos de Europa Central e Oriental um total de 18,7 milhões de euros, em América hispânica 12,8 milhões, na Ásia --incluindo Oriente Próximo-- 11 milhões e na África 8,1 milhões de euros.

Como no ano anterior, a maior parte das subvenções --31%-- foi para os projetos de construção, seguidos dos gastos de missa para a subsistência de sacerdotes necessitados, com mais de 16%.

A formação de seminaristas e sacerdotes, religiosos e leigos, assim como o financiamento de projetos para os meios de comunicação --por exemplo, o equipamento técnico de canais católicos de rádio e televisão--, necessitaram respectivamente 15%.

Para aquisição de literatura religiosa e veículos para a pastoral em paróquias e dioceses, «Ajuda à Igreja que Sofre» destinou cerca de 16% dos recursos disponíveis, enquanto que a porcentagem das ajudas à subsistência concedidas a sacerdotes e religiosas alcançou 3,5%.

«Ajuda à Igreja que Sofre» é uma associação dependente da Santa Sé que hoje conta com filiais em dezessete países. Na sede internacional, localizada em Konigstein (Alemanha), tramita anualmente uma média de dez mil projetos apresentados por sacerdotes, religiosos e bispos de mais de 130 países do mundo.

O padre Werenfried van Straaten (1913-2003), sacerdote holandês, fundou a Associação em 1947 para sustentar a Igreja ali onde tivesse dificuldades em sua missão por causa da falta de liberdade religiosa ou de meios econômicos.