Ajuda especial e novena pela paz no Congo

Constato a total falta de respeito pela vida humana"

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ROMA, sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 (ZENIT.org) - "Nas colinas ao redor de Bukavu, eu vi uma multidão de pessoas. Em um país que já chorou mais de cinco milhões de mortos nos últimos 16 anos, tenho verificado a total falta de respeito pela vida humana. Esta é a maior catástrofe. É como se os homens não existissem. Os ricos recursos minerais são a única coisa que tem valor". Este é o trágico relato de Christine du Coudray Wiehe, responsável internacional pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) na África, ao retornar de uma viagem ao leste da República Democrática do Congo, onde milhares de pessoas, em fuga da terrível violência em curso, precisam urgentemente de alimentos, roupas e remédios.

A Ajuda à Igreja que Sofre deu uma contribuição especial de 50 mil euros para os campos de refugiados ao redor de Goma, capital da região de Kivu Norte. O donativo será distribuído para diferentes ordens religiosas que operam na região. Desde que o grupo rebelde armado M23 entrou na cidade, o número de pessoas que deixaram suas casas tem crescido exponencialmente. "Na busca desesperada por segurança, as pessoas vivem em condições inimagináveis. Os barracos não têm nem teto. Durante a estação chuvosa, vimos pessoas imersas dia e noite em vinte centímetros de barro".

Mas o apoio econômico não é o único que a fundação papal pretende doar à martirizada população congolesa. De 16 a 24 de dezembro, a AIS convida todos a rezar pela paz na República Democrática do Congo recitando a novena ao Príncipe da Paz.

"Todos os dias rezamos com confiança, convencidos de que o Senhor ouve o clamor do seu rebanho. O tempo do advento é um novo começo. Tudo é possível graças à vinda do Príncipe da Paz".

(Trad.ZENIT)