Albertina inicia missão como bem-aventurada

Com beatificação, «agora tudo começa», afirma bispo

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TUBARÃO, segunda-feira, 29 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- De acordo com o bispo emérito da diocese onde foi beatificada no dia 20 de outubro Albertina Berkenbrock, a missão desta como bem-aventurada está apenas começando.



Dom Hilário Moser afirma que a jovem, martirizada aos 12 anos em 1931, «é bem-aventurada para começar a trabalhar mais do que antes». Afinal – prossegue o bispo emérito de Tubarão (Santa Catarina, sul do Brasil)–, «ela tem uma missão a cumprir».

«Que missão é essa?», pergunta o bispo, em mensagem aos fiéis difundida pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) esta segunda-feira.

«Albertina tem a missão de ser testemunha e de ser portadora de uma mensagem: testemunha para todos, mensagem especialmente para a juventude.»

Segundo Dom Hilário Moser, Albertina «dá a todos nós o testemunho da fidelidade ao Evangelho na vida e na morte».

«Albertina, com a simplicidade de seus poucos anos, foi fiel no dia-a-dia, nas coisas comuns: vida de família, escola, comunidade, fé, oração, sacramentos. Não é preciso fazer milagres para sermos fiéis. Basta viver o Evangelho em cada momento, em cada lugar.»

O bispo recorda que a jovem mártir deu testemunho de fidelidade especialmente na hora da morte.

«A morte de Albertina não foi tranqüila, foi violenta. Apesar disto, ela perseverou, foi fiel a Jesus; como na vida, assim na morte», afirma.

Dom Hilário Moser explica que Albertina aponta para o ideal elevado da pureza.

«Convida a juventude a ter os olhos e o coração limpos e puros de qualquer imundície. Diz Jesus: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus" (Mt 5,8).»

O bispo destaca que «a alegria verdadeira é a que brota de um coração puro».

De modo particular – prossegue Dom Hilário Moser –, a juventude do Brasil espera por Albertina. Ela pode muito bem servir de inspiração para muitos corações sedentos de ideais grandes e elevados.