América: criar canais de esperança diante da AIDS

Oficina do Departamento de Justiça e Solidariedade do CELAM

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BOGOTÁ, quarta-feira, 24 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - Uma resposta, que parte da fé, para a pandemia da AIDS, é a Oficina Latino-Americana "Canais de esperança: respondendo efetivamente à AIDS", do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), realizada entre os dias 3-5 de novembro na capital colombiana.

Os responsáveis episcopais da Pastoral da Saúde e demais pessoas envolvidas nesta pastoral se dirigiram aos pastores e fiéis e a todas as pessoas de boa vontade para compartilhar suas reflexões, segundo informa a ZENIT o Pe. Enrique Quiroga, em nome dos organizadores.

Em um documento intitulado "Vai e faze tu a mesma coisa" (Lc 10,37), os agentes da pastoral constatam "a grande sensibilidade da Igreja latino-americana diante do desafio que representa a pandemia da AIDS na nossa época", patente nesta oficina.

Apesar dos grandes esforços realizados, descobriram que só existem trabalhos isolados para prevenir a pandemia. Afirmam ser conscientes de que a solução "não está somente nas mãos da Igreja Católica", razão pela qual se sentem chamados "a estabelecer alianças estratégicas de trabalho com outros organismos governamentais e não governamentais, assumir um trabalho ecumênico com outras igrejas e de diálogo com outros credos, para enfrentar este mal que fere tantas pessoas".

No documento, além de manifestar a necessidade de imitar o bom samaritano, afirmam sua sintonia com o documento de Aparecida, no qual se considera "de grande prioridade fomentar uma pastoral com pessoas que vivem com o HIV/AIDS, em seu amplo contexto e em seus significados pastorais: que promova o acompanhamento compreensivo, misericordioso e a defesa dos direitos das pessoas infectadas; que implemente a informação, promova a educação e a prevenção, com critérios éticos, principalmente entre as novas gerações, para que desperte a consciência de todos para conter a pandemia" (DA 421).

Além disso, propõem "viver a experiência de conversão pessoal, que nos leve a uma mudança de mentalidade, superando os preconceitos sociais e culturais que ainda existem" em relação à AIDS, a fim de "manifestar o amor misericordioso de Deus, expressado de modo sensível nas palavras, gestos e ações de Jesus Cristo".

Também buscarão motivar as conferências episcopais e dioceses, para que tenham uma organização específica de pastoral de acompanhamento às pessoas infectadas; abordar esta pastoral específica a partir do CELAM e das conferências episcopais de forma mais articulada e orgânica; sensibilizar, formar e fortalecer as capacidades de todos os agentes da pastoral no referente à AIDS: leigos, religiosos, diáconos, seminaristas, presbíteros e bispos.

Por último, envolver nesta pastoral as pessoas que vivem com o HIV; dar maior importância litúrgica e pastoral ao Dia Mundial da AIDS; e criar espaços para compartilhar experiências e materiais elaborados nas diferentes igrejas, em toda a América Latina e no Caribe.

Concluem pedindo que "a Virgem Maria, quem, com sua presença, silêncio e compaixão, acompanhou seu Filho até o pé da cruz (cf. Salvifici doloris, 26) e está ao lado dos enfermos que sofrem a dor, seja nossa inspiração e auxílio, para que, com nossa presença, oração e compromisso, acompanhemos de perto as pessoas afetadas pelo HIV, rostos sofredores de Cristo na nossa época".