América Latina celebra dia da criança por nascer

Diversos atos e discursos prestam homenagem aos não-nascidos

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Por Carmen Elena Villa

BUENOS AIRES, quarta-feira, 25 de março de 2009 (ZENIT.org).- «Sempre devemos alegrar-nos pelo pequeno ser humano oculto aos nossos olhos, mas vivo no seio materno», explicou à Zenit Dom José Antonio Eguren, arcebispo de Piura (Peru) e presidente da Comissão Episcopal da Família, Infância e Vida. 

Cada vez são mais os lugares que, no dia 25 de março, comemoram o Dia da Criança por nascer. A data se deve à celebração da solenidade da Anunciação-Encarnação do Menino Jesus no seio de Maria.

El Salvador foi o primeiro país que decretou uma celebração deste tipo em 1993, com o nome de «Dia do Direito a Nascer». Assim proclamou a Assembléia Legislativa graças aos esforços do movimento pró-vida, especialmente à proposta da «Fundação Sim à Vida» (afiliada à «Vida Humana Internacional»). 

Por sua parte, em 7 de dezembro de 1998, o então presidente argentino, Carlos Saúl Menem, declarou 25 de março como «Dia da Criança por Nascer», a pedido de uma carta enviada pelo Papa João Paulo II. 

Países como Guatemala, Chile, Costa Rica, Bolívia, Nicarágua, República Dominicana, Peru e El Salvador se uniram de maneira oficial a esta celebração. 

Também as conferências episcopais de outros países, entre eles Colômbia, Equador e Panamá, uniram-se para recordar nesta data as milhares de crianças que estão em perigo de morrer no ventre materno. 

Além dos encontros, passeatas, shows e conferências que marcam os acontecimentos desta semana, algumas mensagens motivam a celebração desta data. Para o arcebispo do Panamá, Dom José Dimas Cedeño Delgado, «não podemos deixar-nos influenciar pelas teorias de pseudocientistas materialistas que afirmam alegremente que a vida humana começa a existir semanas ou meses depois da concepção». 

A conferência episcopal colombiana assegurou em um comunicado que esta celebração «nos leva a pensar em todas as mães, especialmente naquelas que por alguma situação específica se sentem tentadas a não chegar até o final com a gravidez». 

«Houve um momento em que Jesus Cristo, como nós, foi um embrião, ou seja, uma Criança por nascer. No caso de que tivéssemos atentado contra Ele no seio de sua Mãe, teríamos cometido o mesmo crime que os soldados romanos consumaram no Calvário», assegurou Dom Eguren.