Ao defender liberdade religiosa, Papa defende a humanidade

Porta-voz vaticano comenta a Mensagem para o Dia Mundial da Paz

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 20 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Ao defender a liberdade religiosa, não só dos cristãos mas de todo crente, Bento XVI está prestando um serviço único à humanidade, para lutar contra os fundamentalismos e a violência, assegura o porta-voz vaticano.

O padre Federico Lombardi, S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, comenta no semanário Octava Dies, do centro televisivo vaticano, a Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial da Paz 2011.

O sacerdote começa analisando uma frase do texto que causou impacto, quando o pontífice disse que “os cristãos são atualmente o grupo religioso que sofre o maior número de perseguições por razão de sua própria fé”.

“É uma das afirmações que mais chamam a atenção da Mensagem do Papa para o próximo Dia da Paz, porque muitos continuam vivendo com a falsa ideia de que os cristãos estão geralmente em posições de poder e que os que são discriminados são geralmente os seguidores de outras religiões, possivelmente por culpa dos cristãos”, afirma o porta-voz.

Agora, ainda que esta informação esteja documentada em informes rigorosos, o padre Lombardi assegura que “não é este o centro da Mensagem”.

A carta pontifícia “dirige-se com um horizonte amplo para o bem de toda humanidade, tendo presente a dignidade da pessoa humana, de toda pessoa humana, e reivindicando um direito fundamental”.

“Não é pois uma mensagem só a favor dos cristãos – afirma o jesuíta –. É uma mensagem em favor de todos, que leva o sinal da experiência direta – também do sofrimento e da morte – dos cristãos, que reivindicam para todos o direito de buscar Deus, reconhecê-lo e honrá-lo em sua vida, pessoalmente e junto aos outros”.

“Sem o respeito a este direito, de todos e para todos, não se pode construir uma comunidade pacífica. Os fantasmas, os fundamentalismos e o secularismo agressivo são inimigos da verdadeira paz”, conclui.