Apenas 47% dos brasileiros têm acesso a serviços higiênicos básicos

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RIO DE JANEIRO, domingo, 9 de novembro de 2007 (ZENIT.org-Agência Fides).- Apenas 47% da população do Brasil têm acesso à rede de serviços de higiene geral, e, segundo as previsões, o acesso geral pode ser previsto para o aniversário de 300 anos de independência, ou seja, em 2122.


O alarme foi lançado pelo Instituto não-governamental «Trata Brasil» (ITB), cujo objetivo é mobilizar setores da sociedade para garantir serviços de saúde no país, de mais de 188 milhões de habitantes.


Segundo uma sondagem publicada recentemente, os serviços de saúde não estão em dia com os outros serviços públicos, como água, coleta de lixo e eletricidade. Esta carência favorece a mortalidade infantil de crianças com menos de seis anos. 

As doenças relacionadas com a carência de serviços higiênicos causaram cerca de 700.000 hospitalizações por ano, na última década. Estima-se que 65% das internações de menores de 10 anos sejam provocadas pela falta de serviços de esgoto. 34% das ausências de menores de seis anos das escolas maternais devem-se a doenças derivadas da poluição das águas, como a diarréia. A cada dia, sete menores de cinco anos morrem de diarréia, mais de 200 por mês.

Para tentar melhorar a situação, o prof. Graeff, titular da cátedra de parasitologia da Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre, citou o exemplo de algumas mini-celas, criadas por um biólogo no estado de Santa Catarina, que limpam até 80% das águas servidas, através de um sistema com filtros e tubos.

As comunidades do Delta do Jacuí, conjunto de 16 ilhas, canais e pântanos, que deságuam no lago Gaíba, no Rio Grande do Sul, está tentando adquirir estas mini-celas para resolver o problema da poluição do arquipélago em que vivem. Trata-se de uma região extremamente pobre. 

A pesquisa do ITB é publicada com vistas em 2008, Ano declarado pelas Nações Unidas como Ano Internacional dos Serviços de Saúde Básica. Em 2000, os governos do mundo se comprometeram em reduzir à metade as pessoas que não têm acesso à água potável e aos serviços de saúde, até 2015.