Apresentado em Roma o International Catholic Film Festival

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ROMA, terça-feira, 10 de maio de 2011 (ZENIT.org) - O ‘Auditorium Conciliazione’ de Roma abrigou a coletiva de apresentação da segunda edição do Mirabile Dictu International Catholic Film Festival, que acontece no mesmo local de 12 a 21 de maio.

“Eu criei o festival porque amo a Deus. E este é um modo de dar visibilidade à fé e de transmiti-la para os outros”, declarou a diretora de cinema Liana Marabini, presidente do Festival.

“Nós, cristãos, temos essa urgência de dizer coisas bonitas, Mirabile Dictu, e de ver coisas bonitas, neste caso Mirabile Visu. Por isso, vamos ver filmes belíssimos neste festival”, afirmou Alberto Di Giglio, que contribuiu com a redação do programa.

Serão sete dias dedicados a Jesus Cristo no cinema, ao sacerdote no imaginário coletivo, a três filmes de diretores promissores, a documentários de turismo religioso, a curtas, a Pio XII e aos filmes de Remo Girone.

Dom Franco Perazzolo, oficial do Conselho Pontifício para a Cultura e membro do júri do festival, destacou a “necessidade de elevar o nível da nossa existência, para que ela não se torne chata e para não corrermos o risco de não olhar o céu para entender a terra, esquecendo que existe um céu e não conseguindo sequer viver na terra”.

“Cristo usou a linguagem da parábola para se comunicar com as pessoas. Nós precisamos achar novas parábolas para voltar a anunciar valores importantes, e eu acredito que o festival é uma tentativa, através do cinema, tanto no passado como no futuro, graças a novos filmes de diretores recém-chegados, de manifestar esses valores fundamentais para qualquer pessoa, independentemente da sua cultura, religião, fé”.

Dom Marco Frisina, biblista e compositor, disse acreditar “que a arte continua sendo uma das armas de evangelização mais belas, porque deixa quem escuta acolher ou não, mas tem uma persuasão que vai direto ao coração”.

“Se é arte de verdade, ela consegue tocar também o coração de quem não crê e abri-lo para o mistério que se comunica”, observou. “Há uma predisposição natural à escuta na arte, e, portanto, uma capacidade de infundir também as mensagens que mais amamos, que, para nós, são as do Evangelho”.

“A arte é um florescimento, uma graça dada por Deus e que sai do coração do homem: um campo belíssimo onde encontrar e amar a todos”.

“Eu considero que o papel de todos nós que fazemos comunicação é, acima de tudo, dar Deus para as pessoas”, concluiu Liana Marabini, “porque o que mais falta hoje é o amor. Mas que amor podemos ter maior que o de Deus? Nós temos que presentear o imenso amor que Deus tem por nós”.