Arcebispo aponta necessidade de educação da vontade

Para Dom Orlando Brandes, assim se adquirem bons hábitos, paz interior e felicidade

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Por Alexandre Ribeiro

LONDRINA, quinta-feira, 24 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Um arcebispo brasileiro afirma a necessidade de se educar a vontade para alcançar metas na vida e, assim, adquirir bons hábitos, paz interior e felicidade.

Segundo Dom Orlando Brandes, que é arcebispo de Londrina (Paraná) e presidente da Comissão Episcopal para a Vida e a Família da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a vontade e os atos voluntários «pertencem à área da opção, da decisão, do querer livre, do discernimento».

«Autodeterminação e decisão são atos que marcam a história humana pessoal e social», enfatiza, em mensagem difundida esta semana aos fiéis.

O arcebispo recorda que os atletas e os artistas conquistam vitórias à custa da força de vontade.

«Os psicólogos estão cansados de dizer que a cura depende da vontade de seus pacientes. É preciso querer curar-se. É assim que os dependentes químicos abandonam o álcool, que deixam os vícios, inclusive o cigarro. Popularmente dizemos que “querer é poder”», enfatiza.

Segundo Dom Orlando Brandes, a cultura moderna não contribui para a educação da vontade.

«Estamos acostumados a seguir o caminho mais cômodo e fácil. Vivemos uma atmosfera de exaltação do agradável, daquilo que dá prazer, satisfação, sensação. Não se privilegiam os limites, os valores, muito menos a disciplina e a renúncia. Nossa vontade está enfraquecida e ferida», afirma.

De acordo com o arcebispo, «tão fraca está a vontade que nos tornamos escravos dos instintos, das emoções e sentimentos». «Por falta de vontade, muitos de nós levamos a vida com a barriga, deixamos tudo para amanhã».

Dom Orlando Brandes afirma então que «para amadurecer e alcançar metas a pessoa humana precisa da força de vontade»; «pela educação da vontade adquirimos bons hábitos, paz interior e felicidade».

«A força de vontade exorciza pensamentos negativos que são destrutivos, supera vícios, propicia a disciplina interior, internaliza valores. Quem semeia ventos, colhe caos.»

Segundo o arcebispo, «precisamos fazer não só o que gostamos, mas o que devemos».

«Para mudar é preciso decidir mudar. A felicidade não está em ter tudo, mas em ser mais, e para ser mais é preciso querer, decidir», enfatiza.