Arcebispo aponta tendência secularizante da Presidência Portuguesa da UE

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BRAGA, quinta-feira, 6 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Ao defender uma laicidade «justa e positiva», o arcebispo de Braga assinalou a tendência secularizante que há em tempo de Presidência Portuguesa da União Européia.

Em homilia na missa de celebração de S. Geraldo, padroeiro de Braga, essa quarta-feira, na catedral, Dom Jorge Ortiga afirmou que a independência das realidades temporais não pode prescindir de instâncias e motivações éticas bem fundamentadas.

De acordo com o arcebispo, trata-se de instâncias «que se radicam na essência do homem e no seu estrutural sentido religioso através do qual se exprime a sua constitutiva abertura ao transcendente».

«Isto supõe que a Igreja seja capaz de propor, e tentar preservar, as reservas de energias morais que acompanham o agir quotidiano do cidadão e que o poder legitimamente constituído aceite, como natural e humana, esta proposta eclesial.»

«Não ignoramos, em tempo de Presidência Portuguesa da União Européia, uma tendência secularizante que, muitas vezes, se acolhe dum modo acrítico destruindo a nossa identidade religiosa, moral e cultural através dum desprezo ou desconsideração dos valores», disse.

Esta necessidade de refletir em comum – acrescentou Dom Jorge Ortiga –, «onde o contributo de cada um se torna imprescindível», «pode conduzir a Igreja à redescoberta duma pastoral urbana mais delineada e a sociedade civil a reconhecer que a cidade deve estar ao serviço dum humanismo integral onde todas as dimensões são devidamente equacionadas».

«Fundamental é a vivência duma comum dignidade da pessoa humana a exigir igual tratamento e uma solidariedade efetiva que harmoniza diferenças e destrói distâncias econômicas», afirmou.