Arcebispo pede atenção ante mentalidade consumista no Natal

«Moderação no modo de pensar e de viver», afirma D. José Alves

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ÉVORA, sexta-feira, 19 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- O arcebispo de Évora (Portugal), Dom José Alves, pede que os católicos fiquem atentos diante da mentalidade consumista neste tempo de Natal.

«A sede do consumismo chega a ser avassaladora. E, quando está aliada com ideologias agnósticas e laicas, os seus efeitos tornam-se deletérios em relação ao Natal, que, sendo uma festa cristã, corre o risco de se paganizar, deslizando apenas para uma festa de família ou para a época das compras e dos presentes.»

«Os cristãos precisam de estar atentos a estas mentalidades, que se vão arraigando no espírito das novas gerações», afirma o arcebispo, uma mensagem de Natal divulgada sexta-feira.

Dom José Alves explica que a mentalidade consumista «baseia-se no princípio da abundância material, promove o egoísmo e gera desinteresse pelos mais carenciados da sociedade, em oposição ao sentido genuíno do Natal».

«Pois, o nascimento de Jesus fala-nos de ternura, de partilha, de amor, de humildade e de salvação da humanidade decaída no pecado.»

«Da humildade do presépio onde nasceu, Jesus continua a fazer-nos um veemente apelo à moderação no modo de pensar e de viver, combatendo os excessos desregrados», afirma o arcebispo.

Isso para que, «nesta época de crise econômica, os mais carenciados também possam ter, na mesa da abundância, o lugar a que têm direito, no âmbito da saúde, da habitação, da educação, do trabalho e das condições mínimas para um estilo de vida saudável.»

«Quando a hipocrisia domina muitas das relações institucionais e o isolamento e a solidão afetam uma parte considerável da nossa população, é urgente que aprendamos com Jesus Cristo a reinventar um novo estilo de relação interpessoal», considera.

«Ele, que sempre estabeleceu relações autênticas de amor, de beleza e de bondade com o Pai e com todos quantos a Ele recorriam, convida-nos a viver a piedade, no seu sentido mais genuíno, tanto em relação a Deus como em relação aos nossos semelhantes.»

O arcebispo deseja que todos «saibam escutar a mensagem libertadora que brota do presépio e por ela aprendam a viver com moderação, justiça e piedade».