Arcebispo pede compromisso com os pobres neste Natal

D. Jorge Ortiga cita palavras de São Paulo: “Deus ama quem dá com alegria”

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LISBOA, quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 (ZENIT.org).- Neste tempo de preparação do Natal, o presidente da CEP (Conferência Episcopal Portuguesa), Dom Jorge Ortiga, pede um compromisso efetivo em favor do pobres.

O arcebispo de Braga difundiu hoje uma mensagem para o Natal, em que recorda o chamado do apóstolo Paulo para promover a solidariedade e a partilha nas comunidades.

«Vivemos num período de insegurança e instabilidade. Encarar o presente, para muitos, é preocupante e o futuro aterroriza por aquilo que pode proporcionar.»

«Em Cristo, o Natal torna-se a festa da fraternidade e o cristão deve encontrá-Lo em todo e qualquer ser humano e não dum modo esporádico mas permanente», afirma o arcebispo.

Dom Ortiga enfatiza que é «imperioso descobrir carências, particularmente na pobreza envergonhada, e comprometer-se com a solidariedade dum modo realístico e concreto e, talvez, anónimo».

«Há necessidades humanas básicas para as quais muitas famílias e pessoas não dispõem dos recursos necessários para as satisfazer.»

«Valerá a pena fechar os olhos? A ideia duma sociedade de direitos iguais para todos continua a ser ilusão e utopia? Não teremos nada a fazer?», questiona o arcebispo de Braga.

Segundo Dom Ortiga, o Natal «é ou deve ser uma força que coloca em movimento a generosidade».

E faz também «com que os homens e mulheres de boa vontade se deixem comover procurando conhecer situações que violam os direitos humanos e acreditem na alegria de dar.»

«Daí que com S. Paulo me sinto impelido a dizer: “Deus ama quem dá com alegria” e haverá sempre alguma coisa que sobra para partilhar», enfatiza.

O arcebispo reconhece que «muitos poderão dizer que este pensamento é bonito e necessário».

«Mas vamos experimentar com gestos de verdadeira dádiva e estaremos a acabar com a pobreza nas suas manifestações e causas.»

«Só assim o Natal cantará as glórias de Deus porque levou ao encontro dos homens em necessidade», afirma.