Argentina: dois oficias condenados pelo assassinato de Dom Angelelli

Seu veículo foi jogado para fora da estrada em 4 de agosto de 1976, durante os anos da ditadura militar

Roma, (Zenit.org) Redacao | 266 visitas

O tribunal argentino de La Rioja condenou o ex-general do exército Luciano Benjamin Menéndez, 86, e o ex-vice-comodoro Luis Fernando Estrella, 82, como responsáveis pelo assassinato de Dom Enrique Angelelli em 4 de agosto de 1976, durante os anos de ditadura militar.

Durante décadas, as autoridades afirmavam que a morte do bispo teria sido acidental. O caso foi reaberto em 2010, quando um ex padre que estava no carro com Angelelli, Arturo Pinto testemunhou explicando que o veículo foi empurrado intencionalmente para fora da estrada na altura de Punta de los Llanos, quando foram emboscados.

A imprensa local informou que o tribunal federal composto por Camilo Quiroga, Carlos Lascano e Juan Carlos Reynaga, condenou à prisão perpétua os dois réus. Ambos estavam sob prisão domiciliar e agora foi ordenado a transferência para a prisão de Bouwer, também por motivos de idade e saúde dificilmente estes permanecerão na cadeia.

Naquela época Menendez era o chefe da III Cuerpo de Ejército, com jurisdição em dez províncias argentinas, com sede em Córdoba; e o vice-chefe da base aérea de El Chamical, onde funcionava um centro clandestino da repressão.

A declaração foi lida em 4 de Julho, na presença de muitos simpatizantes de organizações de direitos humanos e do vice-governador de Buenos Aires, Gabriel Mariotto, informa a agência de notícias Fides, acrescentando que na primeira fila do tribunal também estava o sucessor Dom Angelelli, o atual bispo de La Rioja, Marcelo Colombo, que na noite anterior celebrou uma missa e conduziu uma passeata do bispado para o tribunal.

O bispado de La Rioja, a cargo de Roberto Rodriguez, entrou em 2006 como requerente.

"Esperamos 38 anos para ver triunfar a verdade sobre a impunidade e finalmente, chegou o dia em que a justiça condenou o assassinato de um homem que lutava pela esperança e dignidade de milhares de pessoas": Paalavras de Fresneda Martin, secretário da organização promovida pelo governo argentino “Derechos Humanos de la Nación”, após o veredicto que condenou à prisão perpétua dois oficias pelo assassinato de Dom Enrique Angelelli.

(Trad.:MEM)