Argentina: lançado o livro O Santo Social

Pensamento e práxis de José Kentenich em torno à doutrina social da Igreja

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BUENOS AIRES, sexta-feira, 27 de abril de 2012 (ZENIT.org) - Acaba de ser publicado na Argentina o livro “O Santo Social: pensamento e práxis de José Kentenich em torno à doutrina social da Igreja”, de Carlos Eduardo Ferré, diretor na Argentina do Centro João Paulo II de Estudos da Doutrina Social da Igreja.

O movimento Schoenstatt informa que a apresentação do livro, publicado pela editora Patris Argentina, aconteceu no salão da editora Dunken de Buenos Aires, sob a condução de Alejandro Blanco, da Federação de Sacerdotes de Schoenstatt, e Jorge A. Benedetti, presidente do Grupo Tomás Moro. Eles comentaram a trajetória do autor, analisaram algumas passagens do livro e destacaram a personalidade do padre José Kentenich. O ato contou com a presença de líderes políticos e sociais, professores universitários, diplomatas e personalidades do mundo da cultura.

Carlos Eduardo Ferré manifestou que a sua intenção ao publicar o livro é tornar visíveis os valiosos tesouros que permanecem ocultos aos homens do nosso tempo, como os princípios e valores da Doutrina Social da Igreja e o pensamento social do padre José Kentenich, com sua consequente ação na história. Ferré caracterizou Kentenich como um profeta do nosso tempo, um tempo com o qual ele queria se solidarizar.

“O Santo Social” combina duas grandes paixões do autor: o pensamento da Igreja, construído a partir da encarnação do evangelho na questão social, e a admiração pelo padre José Kentenich, fundador do Movimento Apostólico de Schoenstatt, com seu pensamento e testemunho pessoal. Kentenich interveio ativamente na história do seu tempo e da sua pátria, o que o fez pagar o preço de ser preso no campo de concentração de Dachau e ser vítima de muitas perseguições.

A obra pretende encarar um diálogo entre o ensinamento de Kentenich em matéria social, um dos aspectos menos difundidos da sua personalidade, e os princípios que os cristãos foram elaborando desde o século XX até hoje, enfatizados nas encíclicas sociais e em vários documentos do Concílio Vaticano II.

Kentenich observa profeticamente, no começo do século XX, que a época é de mudanças: uma situação em que o homem do nosso tempo deverá sofrer o que ele denomina de heresia antropológica. O homem, dissociado das suas raízes fundamentais, é violentado na sua liberdade essencial e na sua realização pessoal e comunitária por regimes políticos, sociais e econômicos que provocaram a crise universal que enfrentamos, e que teve como consequência o terrível fenômeno da exclusão de grande parte da humanidade.

Carlos Eduardo Ferré, como diretor na Argentina do Centro João Paulo II de Estudos da Doutrina Social da Igreja, desenvolve uma tarefa orientada à formação de homens e mulheres comprometidos em transformar a realidade.

Militante desde os anos de estudante, foi dirigente da Juventude Universitária Católica e, prestes a terminar o curso de direito, passou a focar na sua principal vocação: a política. Ocupou vários cargos como legislador provincial de Buenos Aires e como deputado nacional.

Presidiu a União para o V Centenário da Evangelização da América, a Associação Jubileu para a América, o Instituto de Estudos Estratégicos e Relações Internacionais e o Grupo Tomás Moro. Foi membro da Comissão Bicameral do Congresso da Nação de Homenagem ao Jubileu do Ano 2000. Incursionou também no jornalismo, obtendo o prêmio Santa Clara de Assis. Participou de diversas organizações da Igreja Católica e é membro do Movimento Apostólico de Schoenstatt.