Arquidiocese brasileira promove visitas domiciliares para mapear realidade

Iniciativa se circunscreve no chamado a que Igreja na América Latina seja mais missionária

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MARINGÁ, quinta-feira, 26 de julho de 2007 (ZENIT.org).- No contexto do chamado da Conferência de Aparecida a que a Igreja na América Latina seja mais missionária, todas as comunidades da arquidiocese de Maringá (Paraná, sul do Brasil) realizam por um período de três meses visitação de casa em casa para mapear a realidade da Igreja local.



Os visitadores solicitarão das famílias alguns dados importantes para a elaboração do novo Plano de Evangelização da arquidiocese.

Segundo explica o arcebispo Dom Anuar Battisti, em mensagem no site da arquidiocese, não se trata de fazer um «censo», mas sim um levantamento de dados da realidade de todas as paróquias.

«Participe e dê as informações necessárias. As informações recebidas são de total responsabilidade da Igreja e não serão divulgadas individualmente», explica o arcebispo.

De acordo com o prelado, a iniciativa se circunscreve no convite que a Conferência de Aparecida faz a que a Igreja na América Latina seja mais missionária.

«A Conferência de Aparecida nos convida a ser e a fazer discípulos de Jesus Cristo, colocando-nos em permanente missão. Discipulado e Missão formam o binômio que vai nos acompanhar neste processo de avaliação e planejamento», afirma.

«Por isso, somos todos convidados a exercer o seguimento de Jesus desde agora, pois na medida em que somos discípulos, somos também missionários, visitando ou recebendo em casa os visitadores.»

Segundo Dom Anuar, a grande reunião eclesial de Aparecida também enfatizou que hoje se vive não só uma época de mudanças, mas «uma mudança de época». Nesse sentido, «a Igreja, povo de Deus a caminho, precisa atualizar a sua maneira de trabalhar, a fim de responder as reais necessidades de nosso povo».

«Contamos com a colaboração de todos, com os visitadores bem como com as famílias visitadas. Ninguém vai fazer coleta ou pedir donativos; é apenas uma coleta de informações para "ver" a realidade», explica.

O arcebispo afirma que, com os dados deste trabalho em mãos, se farão os estudos necessários e se realizará uma Assembléia, antes do fim do ano, com todas as lideranças para partilhar os dados colhidos.

Então a Igreja local irá perguntar: «O que fazer? Como agir a partir de agora? A resposta nós vamos buscar na prática de Jesus e nos ensinamentos da Igreja, principalmente no documento de Aparecida, que servirão de luz para a escolha de prioridades e de ações concretas», explica.