Arquidiocese de Brasília discute Campanha da Fraternidade

Que tratará o tema da defesa da vida humana

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BRASÍLIA, segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Um dia inteiro de formação sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2008 para movimentos, pastorais, serviços e todos que se dedicam à defesa da vida na capital do Brasil.

Cerca de 250 pessoas foram à Universidade Católica de Brasília no último sábado (dia 19) para conhecer mais sobre a campanha que tem como tema «Fraternidade e Defesa da Vida» e lema «Escolhe, pois, a Vida!».

O presidente da Comissão Justiça e Paz arquidiocesana, Hélio da Silva, abriu o encontro pouco antes das 9h. Ele lembrou que a campanha acontece nas paróquias, mas deve ser irradiada para toda sociedade. «É compromisso nosso a defesa da vida desde a concepção até a morte natural», salientou Hélio da Silva.

Em seguida, foi apresentado um vídeo com a mensagem do arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, saudando aos presentes e abençoando o encontro. Ele não pôde participar por causa de uma viagem. «Queremos que o encontro e as formações ajudem a arquidiocese a fazer bem feita a campanha», afirmou Dom João Braz.

A explicação do texto-base da Campanha da Fraternidade deste ano foi dada pelo presidente da Comissão Arquidiocesana de Defesa da Vida, padre Jairo Grajalles. «A sociedade nos propõe amar as coisas e utilizar as pessoas. Nem tudo que é possível, é ético e moral», ressaltou. Segundo o padre, a posição da Igreja em defesa da integralidade da vida humana é coerente, fundamentada, razoável e iluminada pelo Espírito Santo.

Encíclicas como a Humanae Vitae, do Papa Paulo VI, e Evangelium Vitae, de João Paulo II, foram citadas em diferentes palestras do encontro.

O casal coordenador da Equipe de Métodos Naturais de Brasília, Marco e Susy de Araújo, explicou de maneira bem-humorada a eficácia dos métodos naturais para maternidade e paternidade responsáveis. «O método é do casal, ajuda no relacionamento e no diálogo», explicou Susy de Araújo.

As pastorais da saúde e da criança deram seu testemunho de defesa da vida. Além delas, o grupo Santos Inocentes, de Samambaia, periferia de Brasília, explicou seu trabalho de defesa da vida do nascituro. Há sete anos eles trabalham com a conscientização de mães que desejam abortar.

Segundo o presidente da Comissão Arquidiocesana de Leigos, o advogado Francisco Victor Bouissou, o Brasil está enfrentando três grandes riscos contra a vida. Ele citou uma ação que tramita no Supremo Tribunal Federal que libera o aborto de bebês anencéfalos; o projeto de lei que legaliza o aborto que está para ser votado na Câmara dos Deputados; e a pesquisa com células-tronco embrionárias, já legalizada no país, mas com possibilidades de ser julgada inconstitucional.

«Estamos chamados a defender as crianças com anencefalia, a vida na sua integralidade», afirmou Francisco Bouissou.

A presidente da Federação dos Movimentos em Defesa da Vida do Estado de São Paulo, Dra. Maria das Dores Guimarães, falou sobre medidas estratégicas para impedir a legalização do aborto. Ela apresentou como a chamada «cultura da morte» de legalização do aborto e da eutanásia atua por todo mundo. «É uma luta de Davi contra Golias», disse, em referência à dificuldade de financiamento das entidades em defesa da vida em relação a seus opositores.

Segundo ela, é necessária uma maior mobilização da comunidade católica de Brasília para pressionar parlamentares a votarem a favor da vida, bem como a criação de Comissões Diocesanas e Paroquiais de Defesa da Vida.

Cartaz da campanha

Estava presente no encontro um dos três jovens idealizadores do cartaz da CF 2008. André Said explicou que o trio rezou muito antes de elaborar a idéia da foto para divulgação da campanha. «A gente queria uma imagem que defendesse a vida em toda sua amplitude e mostrasse que a sua proteção extrapola qualquer vínculo», afirmou.

A imagem do cartaz retrata um senhor que sorri serenamente, tendo nos braços uma criança que descansa tranqüila.

Além de Said, estiveram no encontro as personagens da foto: a bebê Mariana de Morais e o senhor Sinval dos Santos.

Na escolha de quem seria fotografado, uma das preocupações dos criadores do cartaz foi da coerência cristã das famílias no cartaz. «Somos em defesa da vida», afirmou Flávia de Morais, mãe de Mariana, «praticamos o método natural».

Ela agradeceu a Deus a oportunidade de poder servir ajudando na Campanha da Fraternidade. «Hoje nossa filha está podendo levar uma mensagem de vida», disse emocionada.

(Tiago Miranda)