Arquidiocese de Campinas e o pioneirismo em comunicação para tablets e smartphones

Entrevista com Pe. Catini Flaibam, assessor de comunicação da Arquidiocese de Campinas

São Paulo, (Zenit.org) Sérgio Fernandes | 1344 visitas

Pe. Rodrigo Catini Flaibam, assessor de comunicação da Arquidiocese de Campinas, concedeu uma entrevista falando sobre a atuação da Arquidiocese nos meios de comunicação, especialmente com o seu trabalho pioneiro com os aplicativos para tablets e smartphones.  

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Sergio Fernandes: Pe. Rodrigo, há quanto tempo o senhor atua no setor de comunicação da Arquidiocese de Campinas? Desde 1º de fevereiro de 2010.

Sergio Fernandes: Antes disso, como era o trabalho do setor e quais iniciativas já haviam ocorrido?

O departamento de imprensa da Arquidiocese de Campinas é antigo, nascendo de fato em 13 de junho de 1909, quando o primeiro bispo Dom João Batista Corrêa Nery fundou o jornal semanal “O Mensageiro”. Em 1924, com o novo bispo Dom Francisco de Campos Barreto, o título do periódico foi rebatizado para “A Tribuna” e permaneceu como um dos principais meios de comunicação, tanto religioso como civil, da cidade de Campinas até a década de 1940. Neste período, Dom Barreto aproveitou a existência do primeiro jornal para criar nova estrutura, profissionalizando o setor de imprensa e comprando máquinas impressoras, novos tipos, e montando uma tipografia, além de contratar como responsáveis os jornalistas profissionais Benedito Otávio e João Ribas D’Ávila. A publicação de 1909 nunca foi interrompida sendo, por isso, uma das mais duradouras e antigas do interior do estado de São Paulo. 

As transformações rápidas e profundas na sociedade e o Concílio Vaticano II exigiam uma nova postura da Igreja em relação ao mundo. O apelo vinha pelo Decreto “Inter Mirifica” e outros tantos documentos do magistério. No entanto, a manutenção da publicação e as aspirações do departamento de imprensa viveu uma acentuada crise entre as décadas de 1970 e 80 provocando uma mudança no formato do jornal em boletim e, depois, em revista. No entanto, em 1993 o novo bispo Dom Gilberto Pereira Lopes, querendo propiciar novos rumos para a Comunicação na arquidiocese, criou a Assessoria de Imprensa sob a coordenação do jornalista recém formado, Padre Luiz Carlos Magalhães, ampliando um pouco mais o campo da comunicação e reforçando o diálogo Igreja-Mundo, através da mídia. 

A médio prazo, o Projeto foi sendo implantado, com a contratação de um  jornalista, a compra de computadores, fax, telefones e demais recursos necessários para informatizar a comunicação. As propostas da Revisão Ampla (sínodo diocesano de 1989) e as necessidades provocadas pela divulgação do 14º Congresso Eucarístico Nacional (2001), realizado em Campinas, muito colaboraram nesse avanço tecnológico. 

Em 2005, o arcebispo Dom Bruno Gamberini, grande comunicador e incentivador, quis revigorar os trabalhos de comunicação nomeando um novo assessor, o Pe. Luiz Roberto Di Lascio, iniciando um programa diário em rádio comercial, o programa “Povo de Deus”. Em 2010, desejando que os trabalhos fossem conjugados em um único setor, e atento às exigências das novas tecnologias com a ascensão da internet e os apelos do Santo Padre para que se investisse concretamente na rede digital, Dom Bruno nos convocou como o novo Assessor de Imprensa com a tarefa de atualizar os projetos e trazer jovialidade e ousadia. É o que concretamente estamos procurando fazer: nestes mais de dois anos investimos pesado na infraestrutura e nos veículos: compra de uma rádio comercial, presença na internet a partir de sites e redes sociais, reformulação dos impressos e criação de uma revista digital, investimento em tecnologia para aplicações em aparelhos móveis (smartphones e tablets), aquisição de novos equipamentos, contratação de jornalistas, reconfiguração do espaço físico com estúdios etc.


Sergio Fernandes: Qual a estrutura de comunicação (rádio, tv, internet etc) que a Arquidiocese possui?

Nossa estrutura, organizada a partir do Setor Imprensa, hoje se apresenta assim:

- Setor Imprensa: espaço físico de redação, estúdio de vídeo, estúdio de áudio;

- Assessoria de Informática: rede e servidor próprios, programa (software) e suporte próprios para administração paroquial e curial, sacramentos e arquivo;

- Mídia Impressa: Boletim A Tribuna (também digital)

- Mídia Digital: Revista Lumen (exclusivamente digital)

- Rádio Brasil Campinas: AM 1270KHZ;

- Internet: portal web da arquidiocese, sites interligados, boletins para e-mail;

- Novas tecnologias: aplicações para aparelhos portáteis etc;

Sergio Fernandes: Quais são os objetivos e metas para esses meiosHá algum padrão de comunicação? Há alguma integração entre esses meios e como é feita?
Para podermos levar a Boa Nova da Salvação e construir o Reino de Deus é necessário que anunciemos o Cristo Ressuscitado às pessoas: primeiro pelo testemunho de vida e também pela participação em uma comunidade concreta. Aqueles que experimentam em suas vidas essa experiência e querem chegar a outras pessoas com esse anúncio têm hoje a possibilidade de caminhos e cidades digitais onde podemos atingir tantas pessoas desejosas de conhecer a verdade e o sentido de suas vidas. Utilizar-se da internet e das novas ferramentas digitais, supondo que quem o faça seja um bom cristão, é a maneira de entrarmos nessa nova cultura que hoje é vivida por grande parte de nossa sociedade. Não podemos nos omitir diante de desses atuais desafios! 

Um padrão? A Igreja sempre foi perita em comunicar o Evangelho. Assim o aprendeu do próprio Cristo Senhor. Hoje, os desafios na área da comunicação são gigantescos, num mundo de informações excessivas, superficiais e nem sempre condizentes com a verdade. É, pois, urgente que a Igreja esteja apta para anunciar Jesus ao mundo e a comunicar-se com a sociedade valendo-se de modo competente dos meios disponíveis na atualidade, desde os mais simples e tradicionais aos mais sofisticados e modernos. O padrão é, pois, responder ao desafio contemporâneo valendo-se dos meios, mas sem diminuir ou relativizar a Verdade de Jesus. 

A integração dos meios dá-se por um trabalho de conjunto com os projetos pastorais através das estruturas e organismos diocesanos: conselhos, pastorais, paróquias e comunidades. É um desafio saboroso já que todos estamos envolvidos.

Sergio Fernandes: Na internet, quais as atividades da Arquidiocese?

Destacamos o portal da arquidiocese, o site agitadíssimo da juventude (JMJ Campinas) e todos os projetos interligados à ele (aplicações, vídeos, web-rádio etc.), as redes sociais e mais recentemente o lançamento da revista interativa digital.

Sergio Fernandes: Há uma atenção especial às redes sociais? Qual delas é a mais importante?

Sim, desde 2010 dedicamos grande atenção às redes sociais e notamos que o maior difusor comunicativo da arquidiocese dá-se por meio delas. As mais importantes são: facebook, youtube, flickr e twitter. É difícil precisar um grau de importância para cada uma delas. Certamente devem ser entendidas como redes sociais interligadas. O facebook e twitter funcionam quase como um jornal de classificados interativo pois nele destacamos os principais acontecimentos da Igreja (mundial, nacional e diocesano), e interligando aos conteúdos dos sites trazemos os internautas para as plataforma s institucionais (nossos sites). O youtube e flickr apresentam visualmente as iniciativas da diocese por meio das fotografias e vídeo-reportagens e ao mesmo tempo se interligam igualmente aso nossos sites.

Sergio Fernandes: Nas redes sociais vocês identificam que tipo de público alcançam?

Para termos uma ideia do público alcançados tomamos por base (bastante convincente) os dados que o facebook nos proporciona nas ferramentas administrativas. A média dos últimos três meses (setembro a novembro de 2012):

30% - 25 a 34 anos

23% - 18 a 24 anos

19% - 35 a 44 anos

12% - 45 a 54 anos

8% - 13 a 17 anos

6% - 55 a 64 anos

2% - 65 anos ou mais

Sergio Fernandes: Além de sites e redes sociais, existe um trabalho de boletins via e-mail, como é feito isso? Qual o perfil do público e qual retorno apresenta?

A Arquidiocese de Campinas iniciou o serviço de boletim digital por meio de e-mails em 2001, por ocasião dos preparativos do 14º Congresso Eucarístico Nacional acontecido em Campinas. Num primeiro instante impresso, o “Boletim Linha Direta” agora é publicado semanalmente às quintas-feiras para uma lista de cerca de 4.000 e-mails inscritos. Ele é editado com pequenas notícias, com as atividades oferecidas pelas paróquias, comunidades, comissões, equipes, movimentos, colégios e demais organismos e outras entidades da diocese e sociedade. Além disse ele traz também notícias destacadas da Santa Sé e CNBB, além dos aniversários e nomeações. Em 2012 ele foi modernizado pela empresa Projeto Minha Paróquia que profissionalizou a difusão e inscrição. O perfil dos assinantes inscritos é o dos agentes de pastoral, profissionais de imprensa, clero e fieis em geral. 

Além do Boletim Linha Direta, desde 2010 temos outras campanhas de e-mail para os inscritos: fichas de formação sobre o Concílio Vaticano II, reflexão bíblica dominical e, mais recentemente, fichas de estudo do Ano da Fé sobre o Catecismo da Igreja Católica.

Sergio Fernandes: E quanto às novas tecnologias, o que existe atualmente e quais os projetos que serão lançados?

Temos atualmente 2 aplicativos lançados:

iJuventude: aplicativo para smartphones e tablets com conteúdo interativo para a juventude católica com músicas, orações e vídeos sobre o universo jovem e a jornada mundial da juventude. Lançado em outubro de 2011. 

Revista Digital Lumen: revista exclusivamente digital, interativa para tablets e disponível em versão html5 para a rede. Lançada em setembro de 2012. 

E como projeto, iremos lançar em breve o aplicativo da Arquidiocese de Campinas, com o conteúdo institucional e interativo, e estamos caminhando para a consolidação das publicações digitais. 

Sergio Fernandes: O aplicativo iJuventude é voltado para o público jovem e em 2013 a Igreja Católica realizará no Brasil o seu maior evento, que também é focado neste público. Ao investir no aplicativo, qual foi o objetivo da Arquidiocese e qual a sintonia com os objetivos da Igreja Católica a nível mundial? 

Em 2011, após a JMJ Madrid nosso setor atento à resposta significativa alcançada por meio do site da Juventude (www.jmjcampinas.org.br) quis ousar adentrando num campo ainda pouco desenvolvido pela Igreja no Brasil e lançou o aplicativo para samrtphone iJuventude em parceria com a empresa Projeto Minha Paróquia. Apesar da grande expectativa o resultado e aceitação surpreendeu abrindo um novo horizonte até pouco tempo desconsiderado como possível dadas as exigências de custo e desenvolvimento. O iJuventude foi pensado especialmente para o jovem católico e o tempo de graça que a Igreja no Brasil está vivendo em preparação para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, no Rio de Janeiro. Pelo Aplicativo é possível conhecer a história das JMJ's, a trajetória da Cruz Peregrina e do Ícone de Nossa Senhora e os hinos oficiais. Nele ainda é possível acessar “na palma da mão” os Encontros Celebrativos, já disponibilizados pela CNBB, em preparação à JMJ 2013; as mensagens de Bento XVI; e, um acervo de conteúdo especial sobre Espiritualidade para o jovem: Orações, Santa Missa, Confissão e o Santo Rosário. Nele é possível ter acesso às últimas novidades dos principais sites sobre a JMJ e temas relacionados a Juventude no Brasil e no mundo. E no canal Multimídia é disponibilizada a Rádio Canção Nova ao vivo, galeria de fotos, Youtube, Facebook, Twitter e uma biblioteca com mais de 70 músicas dos principais cantores e bandas católicas.

Sergio Fernandes: A revista digital Lumen marca a mudança de uma publicação que antes era impressa e agora é totalmente digital, para tablets e pela internet. Por que vocês tomaram esta decisão? E conte mais sobre o ocorrido. 

No ambiente digital, em que tudo é permitido, a comunicação evangelizadora tem se provado mais do que presente: tem se mostrado eficiente. “Hoje, as pessoas estão conectadas, sobretudo os jovens, através da Internet. Por meio das mídias digitais está se fazendo um bem imenso, algo que não vemos com os nossos olhos, mas que sabemos que é um trabalho efetivo, real e que produz muitos frutos”, disse Dom Raymundo Damasceno, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Arcebispo de Aparecida, em entrevista à Arquidiocese de Campinas por ocasião do lançamento da Revista Digital Lumen. 

A Tribuna, que nasceu como Jornal O Mensageiro, em 1909, passou por transformações ao longo dos anos e, agora, em 2012, deu origem a dois novos veículos: o boletim A Tribuna, que tem como grande inovação encerrar o sistema de recebimento via assinatura, sendo entregue diretamente às paróquias, em grande tiragem, gratuitamente e, ainda, também disponível para download no portal da Arquidiocese de Campinas; e a revista Lumen, concebida como um veículo exclusivamente digital, para o povo de Deus da Arquidiocese de Campinas e para além. 

A maneira como estes dois veículos irromperam em 2012 teve como claros objetivos ser gestos concretos do que nos propôs a Campanha da Fraternidade do ano passado, que teve como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”. Com foco em sustentabilidade, o impresso é publicado em maior tiragem, mas com número menor de páginas e menor periodicidade, enquanto para o meio digital fica reservada a revista Lumen, com maior número de páginas. 

Ainda, são ações que buscam a sintonia com o Plano de Pastoral da Arquidiocese, no que diz respeito à opção preferencial pelos pobres: fazer chegar um veículo popular, gratuitamente, àqueles que nunca haviam recebido um impresso da Arquidiocese, é um grande passo que damos. Também no tocante à necessidade de comunicar, que o plano nos aponta, o boletim impresso busca fazer chegar o Evangelho e o trabalho pastoral desenvolvido a todos os cantos das nove cidades que compõem a Arquidiocese de Campinas. 

O surgimento de uma revista exclusivamente digital, produto ainda pouco desenvolvido pela Igreja no Brasil, também se deu em atenção ao Documento 101 de Aparecida, quando aponta a preocupação de que, na evangelização, na catequese e, em geral, na pastoral, persistam ainda linguagens pouco significativas para a cultura atual e, em particular, para os jovens, diante do fato de que as mudanças culturais dificultam a transmissão da Fé por parte da família e da sociedade.  “Frente a isso, não se vê uma presença importante da Igreja na geração de cultura, de modo especial no mundo universitário e nos meios de comunicação” (2.2 Situação de nossa Igreja nesta hora histórica de desafios)

Foi do Santo Padre Bento XVI que veio a inspiração para a Lumen. Assim nos disse, em sua mensagem para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais, “Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”, em 2011: “Como qualquer outro fruto do engenho humano, as novas tecnologias da comunicação pedem para ser postas ao serviço do bem integral da pessoa e da humanidade inteira. Usadas sabiamente, podem contribuir para satisfazer o desejo de sentido, verdade e unidade que permanece a aspiração mais profunda do ser humano”. 

Sergio Fernandes: Quais foram os resultados alcançados até agora com a nova revista.

A revista digital precisa ainda se consolidar como meio duradouro de comunicação e expressão da nossa arquidiocese. Estamos prestes a lançar o segundo número e, a partir da publicação periódica esperamos que alcance os objetivos traçados. Nossa edição inaugural, lançada no final de setembro passado, alcançou até agora 1.200 assinantes nas plataformas iOS e Android e, 1.303 leitores na plataforma web. Mas, além dos primeiros números, acreditamos que o principal intuito já está sendo alcançado, ou seja: a Igreja não só pode e deve usar bem os meios possíveis para a comunicação do Evangelho mas, estando neles, compreender que vivemos o tempo da rede como campo das relações humanas contemporâneas e não apenas uma questão de uso ou aplicação tecnológica.

Sergio Fernandes: Como o senhor compreende os smartphones na rotina dos fiéis católicos? Além das utilidades pessoais (ex: agendas), quais as utilidades para a vivência de fé por estes meios?

Tanto os smartphones como outros dispositivos digitais portáteis já fazem parte do cotidiano de muita gente, especialmente os jovens. Sobre os tablets, por exemplo, de acordo com pesquisa divulgada pelo IDC Brasil, no segundo trimestre de 2012 foram vendidos no país 606 mil tablets. E a previsão é que feche o ano com 2,6 milhões de aparelhos. E para 2013, a expectativa é que sejam vendidos 5,4 milhões de dispositivos. Dados como este não só apresentam uma tendência como falam que eles vieram para facilitar e dinamizar ainda mais algumas necessidades da sociedade. Já não olhamos os dispositivos como atrativos tecnológicos, mas como ferramentas da vida cotidiana, como ferramentas de comunicação, integração e entretenimento. Nunca antes se consumiu tantas informações e notícias, se democratizou o acesso aos acontecimentos e reflexões. É verdade que uma cultura da superficialidade é um risco presente com eles, mas isso não desqualifica os potenciais. Ao contrário, é o desafio lançado: como ser Igreja na era da rede. 

Sobre a relação da evangelização e rede, tomamos a liberdade de citar a reflexão do padre Antonio Spadaro, diretor da revista La Civiltá Cattolica e consultor do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, autor do livro Ciberteologia: pensar o Cristianismo nos tempos da rede (Paulinas); “Não se trata de simplesmente procurar na rede novos instrumentos para a evangelização, ou fazer uma reflexão sociológica a respeito da religiosidade na internet; trata-se de encontrar os pontos de contato e de interação produtiva entre a rede e o pensamento cristão. O desafio, portanto, não está em como “usar” bem a rede, mas como “viver” bem nos tempos da rede”.

Sergio Fernandes: Além da Arquidiocese de Campinas, quais outras iniciativas o senhor conhece?

Citamos por primeiro o pioneirismo (em certo ponto provocativo) da própria Santa Sé que além da palavra pontual do Papa Bento XVI para os novos meios de comunicação investe em novos e potentes portais além das parcerias em aplicações para pequenos dispositivos (smartphones e tablets). Citamos também as Conferência Episcopal Americana e Portuguesa, com investimentos em larga escala nos novos meios e redes sociais. Ainda, a empreitada inaugurada por primeiro em Madrid na realização da JMJ em 2011, onde se utilizou de várias redes sócias e, agora foi abraçada com igual ousadia pelo Rio de Janeiro na organização da JMJ em 2013. No Brasil destacamos a Canção Nova e sua presença nos principais meios de comunicação: trabalho organizado, qualificado e profissional. Também, a Arquidiocese de São Paulo com as formações e o Cardeal Dom Odilo Scherer fazendo-se presente por meio das novas redes sociais. E, nossa parceira, a empresa Projeto Minha Paróquia que possibilitou muitos como nós darmos asas a projetos ousados com a utilização dos nos e potentes recursos.

Sergio Fernandes: Como o senhor vê o futuro dos smartphones, aplicativos e a participação da Igreja nestes meios?

Vejo como o desenvolvimento de um processo natural e necessário, ou seja: viver bem nos tempos da rede, no tempo da linguagem digital, como Igreja, como comunidade de fé viva e missionária, anunciando a Verdade imutável de Jesus, o seu Evangelho.