Arquidiocese do México aberta ao diálogo para poder reabrir catedral

Entrevista com o Pe. Hugo Valdemar Romero, porta-voz

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MÉXICO, quinta-feira, 22 de novembro de 2007 (ZENIT.org-El Observador).- O porta-voz da arquidiocese primaz do México, Pe. Hugo Valdemar Romero, respondeu às perguntas de Zenit-El Observador sobre os recentes acontecimentos de violência que se suscitaram no domingo passado na catedral metropolitana da Cidade do México, quando um grupo de simpatizantes de um partido de esquerda Partido da Revolução Democrática (PRD), irrompeu em plena missa, causando destroços e pânico entre os assistentes e quem celebrava a Eucaristia.



Tais acontecimentos obrigaram a arquidiocese a fechar temporariamente ao culto a Catedral Metropolitana, em um fato sem precedentes na história recente do México.

–A invasão na Catedral no domingo passado é um fato isolado?

–Pe. Hugo Valdemar: Não, com esta última já são 24; começaram em agosto de 2006, mas esta foi a pior de todas, a mais violenta e que tinha como objetivo agredir a pessoa do Cardeal (Norberto Rivera Carrera).

–É verdade que os sinos repicaram por mais de 10 minutos para chamar para a missa?

–Pe. Hugo Valdemar: Os sinos repicaram cerca de dez minutos pois assim estipula o manual do procedimento da Catedral, justamente como se faz cada domingo, nem mais nem menos, e nunca houve a intenção de provocar os simpatizantes de Andrés Manuel López Obrador (ex-candidato à presidência da República).

–Quais são as necessidades de segurança requeridas para reabrir as portas da Catedral?

–Pe. Hugo Valdemar: São três condições que estão se negociando: a segurança física das pessoas que vão à Catedral, a segurança do cardeal Rivera Carrera e o cuidado do imóvel e seu patrimônio artístico e cultural.

–O PRD pede diálogo; há algo a dialogar?

–Pe. Hugo Valdemar: Sim, há algo para dialogar, a Igreja deve dar testemunho de abertura, tolerância e perdão, mas devemos ver sinais propositivos na outra parte.

–A vida do cardeal Rivera Carrera continua ameaçada?

–Pe. Hugo Valdemar: Cremos na boa fé das pessoas, e que depois do acontecido a tensão diminuirá e pouco a pouco se recuperará a normalidade na catedral.