As Chaves do Reino

Filme com Gregory Peck fala da humanidade da missão

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Felipe Bezerra

VIENA, sexta-feira, 16 de novembro de 2012(ZENIT.org) – Mesmo que você não seja missionário existem vários motivos para assistir o filme As Chaves do Reino (The Keys of the Kingdom). O menos relevante é que Gregory Peck foi eleito um dos atores mais bonitos da história do cinema. Mas passemos a outros mais relevantes se esse não convencer já que não é um romance. É um filme católico, definitivamente católico.

Fala sem arrodeios dos desafios, dramas de consciência, alegrias e bondades da providência Divina, fala da vida concreta, sem enfeites ou fantasias. É verdade que o filme não faz menção às dificuldades linguísticas, o que eu sofro para aprender alemão não deve chegar aos pés da dificuldade de aprender a língua local (no caso do filme um dialeto próximo do mandarim). Vale a pena assistir o filme por que mostra a humanidade da missão, por que missionários são pessoas, que tem suas dificuldades, que nem sempre são simpáticos mas que se deram por amor. Uma lição que aprendi com minha mãe (ela também foi missionária com minha família) é que o missionário não é maior ou melhor que o povo ao qual ele foi enviado, o que o filme deixa muito claro.

Uma das cenas mais tocantes do filme se passa quando o já velho padre conversa com sua amiga Madre sobre as seis décadas de missão, os atores dão um show de interpretação, Rose Stradner diz não mais que três frases, não derrama uma lágrima mas sua linguagem corporal é mais que suficiente para nos comover, Gregory Peck não fica atrás mostrando que os atores de antigamente eram muito mais que um rosto bonito. Aproveitando o ensejo também fica a lembrança de bons tempos de cinema que beijos apaixonados não precisavam ser de língua e que a castidade era vivida com menos dificuldade por que os costumes propiciavam, o que não impediu que muitas moças engravidassem também naquela época.

A promessa do centuplo (Mt 19,29) não é mencionada claramente mas aludida diversas vezes durante o filme, convido-o, caro leitor, a prestar atenção nas manifestações dessa passagem. Outro aspecto a se considerar é a presença do médico ateu Willie Tulloch, interpretado pelo incomparável Thomas Mitchell ele também toca uma bem-aventurança você pode dizer qual é? 

Sinopse

O jovem padre Francis Chisholm depois de "fracassar" em duas paróquias é enviado por seu Bispo para China, ao chegar encontra a igreja destruída e vazia de "cristãos de arroz" (chineses que so se tornaram cristãos para receber comida da igreja), em vez de escolher caminhos mais fáceis ele prefere a via do Evangelho.

Ficha técnica

Título no Brasil:  As Chaves do Reino (The Keys of the kingdom)

Direção:  John M. Stahl

Elenco:  Gregory Peck, Thomas Mitchell e Vincent Price

País de Origem:  EUA

Gênero:  Drama

Tempo de Duração: 137 minutos

Ano de Lançamento:  1944

Estúdio/Distrib.:  Twentieth Century Fox

Cor: Preto e branco

Filmes sob a luz do Magistério da Igreja Católica: www.projecoesdefe.com