As Igrejas e os bispos da Europa juntos pela paz

Os presidentes da CCEE e CEC convidam os fiéis da Europa a participar do dia de jejum e oração convocado pelo papa e pedem ao G20 "dar prioridade ao diálogo em vez das armas"

Roma, (Zenit.org) Redacao | 422 visitas

"Diante do sofrimento, da morte e da destruição que o nobre povo sírio sofre há já muito tempo, reiteramos o nosso não à guerra", disseram o cardeal Peter Erdo, arcebispo de Esztergom-Budapeste e presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), e dom Christopher Hill, bispo de Guildford e presidente da Conferência das Igrejas Europeias (CEC), em comunicado conjunto divulgado hoje, no qual renovam o compromisso comum pela paz.

“Neste momento”, diz o texto, “os nossos pensamentos se voltam, em especial, a todos os cristãos e suas famílias que o conflito na Síria tem afetado particularmente, com assassinatos e um êxodo em massa que ameaça apagar mais de mil anos de presença naquela área do mundo”.

"Entendemos que a verdadeira paz só pode vir de Deus", dizem os presidentes da CCEE e da CEC, exortando a confiar a Ele "o coração atormentado da humanidade" e a "rezar pela nossa paz de espírito e pela paz das pessoas em conflito". Erdő e Hill convidam "todos os fiéis das nossas Igrejas na Europa a se juntarem a nós e à comunidade internacional em um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, neste sábado, 7 de setembro, conforme a proposta do papa Francisco".

A todas as nações, em especial às que se reuniram em São Petersburgo para a reunião do G20, os bispos pedem “privilegiar o caminho do diálogo e não as armas”.

A exortação, dirigida a todos, pede que olhemos para Deus a fim de empreendermos o caminho do fim das hostilidades, para abrir os braços à negociação, ao diálogo, à reconciliação e à paz.

"Nunca é tarde demais para construir um futuro juntos. Esta paz tão cobiçada só pode ser alcançada em conjunto, nunca por meio do abuso de um sobre o outro".

"Confiamos, com a ajuda de Deus, no bom senso e na convivência pacífica fundamentada na verdade, na justiça, no amor, na liberdade e no respeito por todas as minorias, em particular a dos cristãos no país".