As mostras do Meeting de Rimini 2012

Das obras sobre os jovens às obras de Bellini, de Dostoevskij à independência da América Latina, dos monges budistas do Koya ao rock de Coldplay e U2.

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RIMINI, segunda-feira, 13 de agosto de 2012(ZENIT.org) – Serão oito exposições nos pavilhões da Feira (8.500mq) este ano, além das mostras nos museus da prefeitura intituladas “Os anjos de Pietá”. Também nesta XXXIII edição as mostras confirmam o fulcro do programa cultural no Meeting e muitas chegam do exterior: França, Rússia, América Latina, Albânia, Japão e Irlanda.

 Um time de profissionais e estudantes trabalham juntos para realizar a mostra O imprevisível instante. Jovem pelo crescimento, curada pela Fundação pela subsidiariedade, em colaboração com o TG1 e que será visitada dia 19 de agosto pelo Presidente do Conselho Mario Monti.

Vídeos, testemunho de jovens, exemplos virtuosos (no âmbito escolar, universitário e do trabalho) contarão um modo novo de enfrentar os problemas e as dificuldades presentes nestes contextos, descobrindo a oportunidade que está escondida por trás das circunstancias mais difíceis, documentando uma nova modalidade para enfrentá-las. A mostra indicará que é hora de liberar a criatividade, os desejos e o espírito de iniciativa, para fazer desta energia difusa o motor de um novo desenvolvimento e de um equilíbrio social mais justo.

Do trabalho da professora Tat`Jana Kasatkina, diretora do departamento de Teoria da Literatura junto ao Instituto de Literatura mundial da Academia das Ciências  russa, com alguns docentes e estudantes de várias universidades russas e italianas, nasceu a mostra É Cristo que vive em ti. Dostoevskij. A imagem do mundo e do homem: o ícone e o quadro (Praça B5).

O comentário do texto do escritor russo por parte da professora Kasatkina revelará um Dostoevskij jamais visto, conhecendo seu modo criativo, através das imagens e especialmente dos ícones russos e da pintura sacra católica, que em suas obras não se excluem, mas são elementos complementares de uma única cultura cristã. Por trás dos textos de Dostoevskij existe um mundo feito de imagem e a mostra acompanhará os visitantes ao conhecimento deste.

Exemplos de homens que a partir de uma relação com o infinito, contribuíram na construção de catedrais, serão contados na mostra Ad Usum Fabricae. O infinito molda a obra: a construção da Duomo de Milão (PAD.C1), promovido pela Companhia das Obras, a cura de Marco Barbone, Mariella Carlotti, Martina Saltamacchia e  patrocínio da Venerada Fábrica do Duomo de Milão.

Começa pela catedral, colocando em evidência a relação com o povo, documentando, portanto, a ligação com quem a construiu, através de generosas doações. Desde o início dos trabalhos, houve uma extraordinária participação de milhares de cidadãos profissionais de várias áreas e classes sociais que se juntavam diante do altar principal para levar aquilo que tinham: uma moeda, uma tiara, um queijo. Falará, além disso, da relação entre a catedral e a cidade, para demonstrar como a obra incidiu profundamente na economia de Milão.

Da América Latina chegará a exposição Utopia e significado: duas bandeiras da independência da América Hispânica. 1808 – 1824 (Piazza A1 e on). O tema é a história do povo hispano-americano e seu percurso de independência. Emergirá, por um lado, a autenticidade da aventura humana, como ímpeto de um coração que deseja uma novidade capaz de mudar o mundo, por outro, como o impacto com a realidade leva a uma forte criticidade, revelando o limite do desejo de liberdade, como um risco que pode sucumbir ao desespero e ao poder. Através das figuras dos comandantes do processo de independência e as historias do povo, uma reflexão para entender qual é o verdadeiro motor da mudança.

Sobre liberdade se falará também na mostra intitulada Albânia, Atleta Christi. Da raiz da liberdade de um povo (Praça C5 Eden Viaggi). Através de grandes figuras como a de Giorgio Castriota Scanderbeg – o atleta Christi que conteve o avanço otomano em direção à Europa; Madre Teresa de Calcutá ou a obra das ordens religiosas católicas, que contará a independência albanesa, cujo centenário acontece este ano, com uma reflexão sobre o presente e o vazio de identidade que vive o País atualmente.

Existe um valor profundo compartilhado por todos os homens? Basta curar a doença ou é mais humano considerar a pessoa como um todo? São perguntas que serão respondidas pela mostra cientifica deste ano localizada na Praça A1 e.on, curada pela Associação Euresis e Fundação Jerome Lejeune em colaboração com a Associação Medicina e Pessoa e Centro Cultural Crosswords, intitulada: O que é o homem que você deve se lembrar? Genética e natureza humana no olhar de Jerome Lejeune.

O tema é a vida e a obra do fundador da clinica de genética, cujo processo diocesano pela causa de beatificação será concluído em 11 de abril de 2012, junto à catedral de Notre Dame de Paris. Graças a relação da Fundação Lejeune e de um grupo de geneticistas internacionais, será contado sobre Lejeune, de sua formação às descobertas científicas e sua luta em favor da vida.

A mostra continua com um sessão sobre os enormes progressos da genética, frequentemente utilizados mais para selecionar, do que para curar a pessoa, e perguntas sobre a possibilidade do nosso destino estar escrito em nossos genes. Dentre outros objetos de exposição: o microscópio de Lejeunes, o seu estetoscópio e uma cópia de seu diário traduzido em italiano.  

O jornalista e critico musical irlandês John Waters e sua paixão pelo rock será o motor da mostra Três acordes e o desejo da verdade. Rock´n roll como busca do infinito (Praça C5 Eden Viaggi). Mas, é possível conciliar o rock e o desejo do infinito? O escopo da mostra é justamente mostrar que diferentemente do que se pensa, o rock é um meio que muitas vezes consegue transmitir o senso mais profundo do desejo humano do artista e do ouvinte, apesar de uma indústria discográfica na maioria das vezes hostil.

Busca traçar esta viagem das origens do blues e gospel, até chegar aos profissionais tipo Coldplay, U2, os Mumford & Sons, que aderiram a este impulso original sem buscar atrair a atenção sobre o que eles estão fazendo.

O Koyasan. A montanha sacra do Budismo Shingon Mikkyo que padre Giussani tanto amou (PAD.A2). A mostra nasce do encontro e da inesperada amizade que há cerca de 25 anos, em 1987, entre o parde Giussani, em vista ao Japão, e Shōdō Habukawa, monge budista do Monte Koya, centro de espiritualidade budista shingon um dos mais importantes no Japão.

A mostra pretende documentar, com a vida, a religiosidade e a arte, a experiência do eu na relação com o Mistério que faz todas as coisas, como é vivida pelos monges budistas do Monte Koya.

Maiores informações:

Fundação Meeting para a amizade entre os povos

www.meetingrimini.org

Twitter@meetingrimini

Facebook.com/meetingrimini

(Tradução:MEM)