Assinaturas pela vida

Reconhecendo a vida desde a concepção, a Europa voltaria a ser o centro do direito e um farol de civilização. Entrevista com Carlo Casini.

Roma, (ZENIT.org) Antonio Gaspari | 1409 visitas

Conforme previsto pelo Tratado de Lisboa, os promotores de "Um de nós" devem coletar um milhão de assinaturas em pelo menos sete países europeus para que a Comissão Europeia programe um eventual ato jurídico voltado a reconhecer o pedido apresentado pelos cidadãos.

"One of Us" é uma iniciativa particularmente importante porque pede o reconhecimento da vida desde a concepção.

ZENIT entrevistou Carlo Casini, presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais do Parlamento Europeu e presidente do Movimento pela Vida italiano (MPV), que explica que "One of Us" promove o compromisso da Europa com o fim das concessões de fundos a programas contrários à vida.

Casini pede especialmente o bloqueio dos fundos concedidos a organizações que promovem o aborto nos países em vias de desenvolvimento, mas não apenas isto. "Infelizmente, a Europa está financiando a pesquisa científica que manipula e destrói embriões, além de fundos internacionais que propagam o aborto como solução sanitária para os problemas das mulheres. Eu acho que, com o reconhecimento da vida desde a concepção, as políticas da Europa mudariam em favor da vida nascente".

Sobre o porquê de um cidadão dever interessar-se pelo projeto "One of Us", Casini explica a necessidade de parar a matança de inocentes, que, todos os anos, vê mais de um milhão e duzentos mil meninos e meninas concebidos serem impedidos de nascer. É “uma oportunidade para que a Europa volte a ser o continente do direito à vida”.

A mobilização dos cidadãos europeus pelo reconhecimento da vida humana desde a concepção, segundo Casini, já está produzindo bons resultados, como a coordenação dos movimentos pró-vida e pró-família em vários países. O debate motivado por "One of Us" está estimulando um progresso cultural e social na Europa e no mundo, prossegue ele. "É o reconhecimento da dignidade do ser humano".

O presidente do MPV conclui: "Com o compromisso de não financiar mais as iniciativas educacionais, culturais e de saúde que promovem o aborto, e com o reconhecimento da vida humana desde a concepção, a Europa seria uma referência importante para o mundo inteiro".