Audiência lotada com o papa na Praça de São Pedro, apesar da chuva ameaçadora

Francisco confia tarefa aos fiéis: "Quando chegarem em casa, procurem a sua data de batismo, que é a data do nosso nascimento na Igreja"

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 506 visitas

Já está se transformando em costume: toda quarta-feira, o papa Francisco sai à praça de São Pedro para passar mais tempo saudando os fiéis. Eram 9h45, na manhã de hoje, quando Francisco começou o percurso pelos corredores formados na praça. Como sempre, ele foi parando para beijar e abençoar as crianças no meio da multidão.

O clima não era dos mais agradáveis, já que ameaçava chover forte, mas a praça, mesmo assim, estava repleta de gente que tinha acorrido para escutar o santo padre na sua catequese semanal. Os peregrinos de todas as partes do mundo mostravam suas bandeiras e cartazes com mensagens de carinho pelo santo padre. Quando a audiência começou, o sol passou a brilhar e continuou assim durante todo o evento.

Francisco falou do ministério da Igreja. Disse que, para ele, a imagem mais bela da Igreja é a da Igreja como mãe. O papa recordou também que o cristão não é isolado, porque faz parte da Igreja, e que "a fé é um presente, um dom de Deus" que recebemos através da Igreja. Não se pertence à Igreja como se pertence a uma sociedade ou a um partido, destacou o pontífice.  

O papa perguntou aos fiéis presentes na praça: "Quantos de vocês se lembram da sua data de batismo?". E lhes deu uma "tarefa de casa": ao chegarem de volta ao lar, todos deveriam procurar descobrir essa data, porque é a data do nosso nascimento na Igreja, uma ocasião a ser celebrada e agradecida a Deus. Francisco voltou a recordar que “a Igreja somos todos nós, não só os sacerdotes” e que “Deus ama a todos por igual”.

Em suas palavras em espanhol, o papa recordou o concílio Vaticano II, que diz "que a Igreja é nossa mãe na fé, na vida sobrenatural".  A Igreja é mãe porque "gera novos cristãos", já que, pelo batismo, ela "os faz nascer para a vida divina e estabelece com eles um vínculo vital, interior, como o de uma mãe com os seus filhos".

Além disso, prosseguiu, "ela os ajuda como boa mãe a crescer e a ser responsáveis, os alimenta, educa, cuida deles com ternura ao longo da sua vida. Assim, a Igreja nos anuncia a Palavra de Deus como luz para o caminho, nos nutre com a Eucaristia, nos promove o perdão divino, nos sustenta nos momentos de sofrimento e de dificuldade".

Um grande entusiasmo tomou conta dos peregrinos argentinos quando o papa os citou, em particular a delegação da cidade de Salta. "Não se esqueçam de Jesus, do seu amor...", pediu-lhes Francisco. 

A saudação aos peregrinos ganha um significado especial nestes dias devido à delicada situação no Oriente Médio. Francisco recordou aos fieis que a "Igreja é mãe e compartilha com seus filhos as alegrias e as dores, os fracassos e as conquistas, as quedas e as vitórias; é a mãe que nos gerou na fé, que nos nutre com o pão da vida, com a palavra de Deus e com os sacramentos; é a mãe que acompanha o nosso crescimento e nos convida a sair de nós mesmo para levar a boa notícia a cada pessoa: porque o bem cresce com a partilha, a luz se intensifica com a expansão e o amor se multiplica com a difusão".