Avança o processo de beatificação da Irmã Lúcia

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LISBOA, domingo, 19 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- D. Albino Cleto falou essa quarta-feira do processo de beatificação da Irmã Lúcia ao cardeal José Saraiva Martins, na Guarda (Portugal), onde o prefeito da Congregação para as Causas dos Santos foi homenageado pelos 50 anos de sacerdócio.



O bispo de Coimbra referiu ao Correio da Manhã que, para já, «ainda não há nada de concreto», mas admitiu que possa haver novidades em novembro, refere Agência Ecclesia.

«Voltarei a falar do caso ao Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, durante sua estada em Fátima, em outubro, na inauguração da nova basílica, e a Conferência Episcopal Portuguesa há de abordar o assunto com o Papa, quando os bispos portugueses forem recebidos por ele em novembro, em Roma», disse D. Albino Cleto.

O titular da Diocese de Coimbra, onde vai iniciar-se o processo por se tratar da diocese onde a vidente de Fátima morreu, em fevereiro de 2005, assegurou ao Correio da Manhã que, avance ou não mais cedo, o processo vai para a frente.

«As pessoas incumbidas dessa tarefa estão a trabalhar afincadamente no assunto e, quer seja antes do período dos cinco anos, quer seja depois, a partir de Março de 2010, o processo de beatificação da Irmã Lúcia vai avançar de certeza», assegurou D. Albino Cleto.

A este propósito, D. José Saraiva Martins disse apenas que se trata de «um assunto que diz respeito exclusivamente ao Santo Padre e no qual a Congregação para as Causas dos Santos não pode nem deve imiscuir-se».

A decisão sobre o pedido de dispensa de espera de cinco anos após morte da vidente de Fátima é de Bento XVI. Em fevereiro deste ano, de passagem por Fátima, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos referiu ao Programa ECCLESIA que «certamente a Lúcia mereceria (a dispensa do período de espera, ndr) porque foi uma grande santa».

Segundo o Direito Canônico, são necessários cinco anos após a morte para a abertura de um processo de canonização. É possível, no entanto, fazer um pedido de dispensa ao Papa para se iniciar o processo, como aconteceu excepcionalmente nos casos de João Paulo II e de Madre Teresa de Calcutá.

A Irmã Lúcia faleceu em Coimbra, no dia 13 de fevereiro de 2005, aos 97 anos. Depois das Aparições de 1917, das quais foi a principal mensageira, a Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado entrou para a vida de consagração religiosa em 1925 e professou como Doroteia na cidade de Tuy, em Espanha, no ano de 1928. Fez votos perpétuos no dia 13 de outubro de 1934.

Tornou-se Carmelita em Coimbra, no Carmelo de S. Teresa, no dia 25 de março de 1948, onde permaneceu até à sua morte. A Vidente foi sepultada no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, como era seu desejo, durante um ano antes de ir para a basílica do Santuário de Fátima.