Bagnasco: a juventude e a família

Presidente do Movimento Cristão dos Trabalhadores da Itália comenta as palavras do presidente do episcopado italiano

Roma, (Zenit.org) Redacao | 406 visitas

"Acolhamos as palavras do cardeal Bagnasco com grande atenção e apreço", convida Carlo Costalli, presidente do Movimento Cristão dos Trabalhadores (MCL) italianos, a propósito do pronunciamento do cardeal Angelo Bagnasco na reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), que está acontecendo em Roma.

Costalli reitera a importância da atenção que o discurso do cardeal “deu aos jovens, lembrando a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro, bem como às famílias, que foram o tema central da recente Semana Social dos católicos italianos em Turim”.

Quanto aos jovens, o presidente do MCL destacou que "a participação de tantos deles no Rio de Janeiro significou um grande incentivo para o renascimento de todos os jovens, o que representa um sinal claro também para os 'nossos' jovens no sentido de participar ativamente na Igreja, de acreditar e espalhar os nossos valores. Temos que devolver à juventude de hoje a confiança e a esperança em um futuro melhor, pois elas estão ameaçadas neste período de grande dificuldade, inclusive pelo desemprego galopante que mina a confiança no futuro".

Sobre a família, Costalli recordou que "ela incorpora todos os princípios da Doutrina Social da Igreja: pessoa, solidariedade, subsidiariedade e bem comum". De acordo com o presidente do MCL, "a sociedade de hoje precisa da família mais do que a sociedade de ontem: mesmo sem receber qualquer reconhecimento ou apoio, a família é um dos pilares do nosso sistema de bem-estar. Mas agora é urgente superar o pessimismo eavançar rumo apropostas que representem uma política séria de apoio à família". Em suma, "precisamos de fortes recursos e escolhas, para fazer com que a família, que é a primeira rede de segurança social, deixe de ser a Gata Borralheira da sociedade italiana".

"Bem fez o cardeal Bagnasco ao chamar todo mundo, todo mundo mesmo, às suas responsabilidades, usando um tom até severo, como na hora em que ele disse que ‘todo ato irresponsável receberá o julgamento da história’: são palavras que pesam e esperamos que elas levem todos, principalmente os católicos, a refletir", concluiu Costalli.