Batismo de Jesus: contemplar condescendência divina, diz arcebispo

Dom Orani Tempesta comenta festa do próximo domingo

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RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 7 de janeiro de 2010 (ZENIT.org).- A festa do Batismo de Jesus é oportunidade para examinar a própria vida batismal e contemplar a condescendência divina, afirma o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.

Na festividade do próximo domingo, que encerra o tempo do Natal, “a reflexão sobre o Mistério da Encarnação continua”, diz Dom Orani.

“O batismo de Jesus por João no rio Jordão é um evento que nos mostra com intensidade como o Salvador quis solidarizar-se com o gênero humano imerso no pecado”, assinala o arcebispo, em artigo enviado hoje a ZENIT.

“João chamava à penitência e administrava um batismo de conversão. No entanto, Jesus, o Cordeiro sem mancha que veio tirar o pecado do mundo, submete-se ao batismo de João. É um momento de Epifania, quando a Trindade se manifesta e aparece claramente a missão do Filho que deve ser escutado.”

Segundo Dom Orani, pode-se contemplar no episódio do batismo do Senhor “aquela condescendência divina que faz com que Deus assuma tudo o que é próprio da nossa frágil condição humana”.

“Jesus não teve pecado, mas, num gesto de solidariedade para com toda a humanidade, assumiu o que decorre do nosso pecado, desde o batismo dos pecadores até a morte ignominiosa da cruz.”

“A condescendência divina, manifestada de forma tão pungente na vida, atitudes e palavras de Jesus, nos estimula a amar com todas as nossas forças a Deus que tanto nos ama, e nos tornar mais compassivos e condescendentes para com todos aqueles que, de uma ou de outra maneira, sofrem e precisam de nossa solidariedade”, afirma Dom Orani.

O arcebispo do Rio de Janeiro assinala ainda que a festa do batismo de Jesus é “uma ocasião propícia para renovar nossas promessas batismais”.

“Viver intensamente os compromissos de nosso batismo é o grande convite que Deus faz a cada um de nós. A graça divina jamais falta àquele que, com sinceridade de coração, procura viver segundo o ‘homem novo’, nascido da água e do Espírito”, destaca Dom Orani.