Batismo do Senhor convida à renovação pessoal

Na «alegria de sermos filhos amados pelo Pai», diz Dom João Braz de Aviz

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Por Alexandre Ribeiro

BRASÍLIA, segunda-feira, 14 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de Brasília, a festividade do batismo do Senhor convida os fiéis à renovação pessoal desse sacramento, vivendo a fé com alegria e em comunidade.

«A celebração da festa do batismo do Senhor nos convida a renovarmos também o nosso batismo e a alegria de sermos filhos amados pelo Pai, vivendo a nossa fé na comunidade Igreja e no mundo, sendo solidários com muitos irmãos e irmãs», afirma Dom João Braz de Aviz.

Em mensagem aos fiéis no contexto da liturgia desse domingo, o arcebispo explica que Jesus se submeteu ao batismo de João para cumprir a vontade do Pai.

«O batismo de João tinha um caráter penitencial e uma dimensão ética. Era um convite à conversão e prefiguração do batismo cristão», afirma.

«Mas por que Jesus se submeteu a esse batismo, se não era pecador e se veio para superá-lo?», questiona o prelado.

«As primeiras palavras proferidas por Jesus no Evangelho de Mateus respondem a este questionamento: “porque devemos cumprir toda justiça” (Mt 3,15). Sua busca daquele batismo é uma forma de cumprir a vontade do Pai.»

Segundo o arcebispo de Brasília, ao entrar «na fila nos pecadores», «Jesus torna-se solidário com a humanidade sofredora e pecadora».

«Ele toma sobre os ombros o pecado dos homens e mulheres de todos os tempos e lugares para torná-los solidários no amor», destaca.

No batismo de Jesus, explica Dom João Braz, manifesta-se sua missão: «Ele é o Servo de Javé, que “não descansará nem se deixará abater enquanto não firmar na terra o direito” (Is 42,4). Servo sereno e humilde, que não usa de arrogância e revigora a esperança do povo.»

Sendo assim, explica o arcebispo, como batizados, os fiéis são incorporados à Igreja, povo de Deus, corpo místico de Cristo, comprometidos com os valores pregados por Jesus.

O arcebispo cita então o Documento de Aparecida, que destaca que numerosos católicos têm uma participação esporádica na comunidade.

«‘Convidamos esses a aprofundarem sua fé e participarem mais plenamente na vida da Igreja recordando-lhes que, em virtude do batismo, são chamados a ser discípulos e missionários de Jesus Cristo’», diz o nº. 160 do documento, citado por Dom João Braz.