Beata Maria Francisca Rubatto

Beata Maria Francisca testemunhou a força e intrepidez do Evangelho levando seu carisma aos mais necessitados.

Horizonte, (Zenit.org) Fabiano Farias de Medeiros | 467 visitas

Ana Maria Rubatto nasceu no dia 14 de fevereiro de 1844 no centro agrícola de Camagnola , próxima a Turim na Itália. Filha de João Tomas Rubatto e Catarina Pavesio, Ana Maria era a sétima de oito filhos do casal. Seu pai faleceu quando tinha 4 anos e sua mãe encarregou-se de educar os filhos em uma perfeita vitalidade e piedade cristã. A mortalidade infantil da época ainda ceifaria a vida de alguns de seus irmãos. Desde cedo Ana Maria fez voto de castidade.

Com a morte de sua mãe, Ana Maria transferiu-se para a cidade de Turim para a casa de sua irmã mais velha. A jovem tinha dezenove anos e passou a dedicar-se as obras de caridade. Foi adotada por Marianna Costa Scoffone, uma rica e piedosa senhora que a designou como sua dama de companhia, conselheira e administradora de seus bens. Durante este tempo visitava as obras do Cottolengo de Turim onde podia acolher, cuidar e catequisar os pobres e crianças. Ao falecer Marianna, a jovem voltou para a casa de sua irmã. Costumava visitar o balneário de Loano, na Riviera da Ligúria onde cuidava dos pescadores doentes e auxiliava suas famílias. Formou então um grupo de senhoras, que sob a tutela do padre capuchinho Angélico, deram início a uma pequena comunidade religiosa.

Em 23 de janeiro de 1885, o pequeno grupo consolidou-se e nasceu então a Congregação das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Loano que depois viria a chamar-se Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto. Ana Maria tomou o nome de Maria Francisca de Jesus após a profissão dos votos em 17 de setembro de 1886 e foi eleita madre superiora do Instituto. Sob sua direção, foram abertas cerca de vinte casas na Itália e América Latina (Brasil, Uruguai e Argentina). No Brasil em 1901 sete das irmãs foram martirizadas no estado do Maranhão. A este fato Madre Maria bradou: "Por que eu não me fiz mártir com minhas filhas?”

Madre Maria Francisca faleceu, vítima de câncer, em 6 de agosto de 1904 quando estava em Montevidéu. As virtudes heroicas de Madre Maria Francisca foram promulgadas no dia 1º de setembro de 1988 e em 10 de outubro de 1993 foi beatificada pelo Papa João Paulo II.