Beatificação de Albertina é sinal dos tempos

Afirma Dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina (Brasil)

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LONDRINA, segunda-feira, 22 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- «Nestes tempos de liberação do aborto, da pílula do dia seguinte, da permissividade sexual, pedofilia, turismo sexual e tráfico de adolescentes, a beatificação de uma jovem de 12 anos, virgem e mártir, é um sinal dos tempos.»



É o que afirma o arcebispo de Londrina (Paraná, sul do Brasil), Dom Orlando Brandes, sobre a beatificação de Albertina Berkenbrock, inserida no catálogo dos bem-aventurados esse sábado, em Tubarão (Santa Catarina).

A cerimônia foi presidida pelo cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, e contou com a presença de cerca de 20 mil fiéis, além de dezenas de bispos e sacerdotes.

Albertina Berkenbrock morreu esfaqueada em 1931, ao defender sua fé, sua castidade, sua inocência perante um agressor.

«A castidade é uma possibilidade embutida na própria sexualidade humana», explica Dom Orlando Brandes.

«Pela castidade humanizamos nossos instintos, ordenamos os afetos desordenados, nos libertamos da escravidão das paixões e das pulsões. Castidade tem muito a ver com liberdade, maturidade, humanização de si.»

No contexto de uma educação para o amor, destaca o arcebispo, «não basta distribuir preservativos, nem ensinar fisiologia e anatomia sexual».

«Precisamos de valores, de famílias bem constituídas, de fé e oração, de respeito pela dignidade humana, de limites e sublimação do erotismo.»

Segundo Dom Orlando, «ser casto não é ser ingênuo, recalcado, bobo, infantil. Castidade é sabedoria, ética, maturidade, amor maior, grandeza interior».