Beirute: a maior cidade do Líbano acolherá o Santo Padre

Bento XVI inicia amanhã sua viagem apostólica ao Líbano

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 13 de setembro de 2012(ZENIT.org) - Amanhã, 14 de setembro 2012, o papa Bento XVI inicia sua 24ª viagem apostólica, ao Líbano, onde apresentará, no domingo (16) a Exortação Apostólica Pós-Sinodal da Assembleia Especial para o Oriente Médio do Sínodo dos Bispos, realizado no Vaticano em outubro de 2010. 

A chegada do Papa a Beirute está prevista para as 13h45 (07h45 em Brasília) quando acontecerá a Cerimônia de Boas-vindas no Aeroporto Internacional Rafiq Hariri e oSanto Padre pronunciará seu discurso.

O Serviço de Informação do Vaticano (VIS) divulgou que Beirute conta com cinco dioceses: Beirute dos Maronistas (sede episcopal desde 1577), com 232.000 fiéis, o arcebispo é Dom Paul Youssef Matar; Beirute dos Greco-Melkitas (sec. IV) e Jbeil dos Greco-Melkitas, cujos fiéis são 200.000, o arcebispo é Cyril Salim Bustros; Beirute dos Armenios, Eparquia Metropolitana e Patriarcal própria da Igreja de Cilícia dos Armênios, com 12.000 fiéis, o Eparca é S.B. Nerses Bedros XIX Tarmound; Beirute para os caldeus, com 19.000 fiéis,  o bispo é Dom Michel Kassarij;Beirute dos Sírios, com 14.500 fieis, confiada a S.B. Ignace Youssef III Younan.

O vicariato apostólico é Beirute dos Latinos com 10.000 fiéis e cujo vigário é Dom Paul Dahdah O.C.D.

A nota do VIS recordou também que o nome Beirute, em árabe Bairùt, é provavelmente de origem cananéia (biii'rot: plural de BIIR, "bem"), em referência aos aqüíferos subterrâneos. Já mencionado nas crônicas egípcias do segundo milênio a.c, e famoso para o trabalho dos marinheiros fenícios e comerciantes, a cidade obteve o status de uma colônia romana no ano 14 a.c, sendo chamada Colônia Julia Augusta Felix Berytus. Destruída por uma série de terremotos e um tsunami em 551, acidade ainda está em ruínas desde a chegada dos conquistadores muçulmanos em 635. APrimeira Cruzada foi em 1110 e com a expulsão definitiva dos cruzados em 1229 Beirute passa ao reinado dos Mamelucos, tornando-se o maior porto regional para o comércio de especiarias com as repúblicas marítimas de Veneza e Gênova.

No final da I Guerra Mundial e após a derrota do Império Otomano, o Líbano ficou sob mandato francês. Após a independência, em 1943, e graças a um clima de abertura intelectual e a economia liberal, Beirute é transformada em um centro regional de comércio, negócios, finanças e turismo, dando assim ao Líbano o apelido de "a Suíça da Oriente Médio".

A expulsão de guerrilheiros palestinos da Jordânia, em setembro de 1970 marcou um ponto de virada na história moderna do país. As bases político-militar palestinas se transferem para o Líbano, atuando como um catalisador para as tensões entre as comunidades cristãs e muçulmanas no país. A guerra, que durou de 1975 e 1991, devastou a infra-estrutura da capital e  a economia do país ficou destruída.

Na ausência de censos oficiais, a população da "Grande Beirute" é estimada em 1,5 milhões, ou seja, um pouco menos da metade da população total do país.

MEM