Belo Horizonte terá Catedral Cristo Rei

Templo projetado por Oscar Niemeyer poderá receber 5 mil pessoas

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BELO HORIZONTE, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Dentro das comemorações de seus 90 anos, a arquidiocese de Belo Horizonte apresenta aos fiéis o projeto da Catedral Cristo Rei - Santuário da Divina Misericórdia.

O projeto, elaborado por Oscar Niemeyer, prevê a edificação de um grande templo, que terá capacidade para receber, em sua parte interna, 5 mil fiéis.

A praça externa, que compõe o complexo arquitetônico, poderá acolher outras 15 mil pessoas.

A Catedral será a sede definitiva da Arquidiocese Metropolitana de Belo Horizonte e reunirá todas as Pastorais, além dos meios de comunicação e o Memorial Arquidiocesano.

No próximo sábado, dia 2 de julho, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, vai apresentar aos fiéis os detalhes da catedral definitiva da Arquidiocese.

A apresentação ocorrerá durante um momento de espiritualidade, no ginásio do Mineirinho, que também contará com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte dom Joaquim Mol, do padre Fábio de Melo e da cantora de músicas católicas Celina Borges.

O encontro está marcado para 13h30. Os fiéis podem buscar os convites, que são gratuitos e limitados, em suas respectivas paróquias.

Ideia

A ideia de construir a Catedral Cristo Rei em Belo Horizonte é antiga, vem desde o início da Arquidiocese, com seu primeiro arcebispo, Dom Antônio dos Santos Cabral.

Quando o primeiro arcebispo chegou à capital mineira, no dia 30 de abril de 1922, para instalar a diocese criada pelo Papa Bento XV em 11 de fevereiro de 1921, encontrou muitos desafios.

Um deles era a construir a Catedral da cidade, que contava com três igrejas: São José, Nossa Senhora da Boa Viagem e Nossa Senhora do Rosário.

Dom Cabral escolheu a nova edificação da Igreja Nossa Senhora da Boa Viagem para ser a Catedral provisória de BH.

Em 1936, após realização do Congresso Eucarístico Nacional na capital mineira, Dom Cabral decidiu iniciar a construção da Catedral Definitiva, a Catedral Cristo Rei, que seria edificada onde hoje se localiza a Praça Milton Campos. Porém as circunstâncias adiaram por décadas esse grande sonho.

Retomada

Em 2004, o arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo, ouvindo perguntas sobre a Catedral Definitiva, decidiu retomar o projeto e o desafio de refletir o papel importante da Catedral para a região: lugar da espiritualidade, da cultura e da educação, da arte e do cuidado com os pobres, do pensamento e do diálogo.

A partir de avaliações, ficou definido que o projeto só valeria a pena se fosse edificado num lugar que marcasse o epicentro da região metropolitana.

Assim, foi adquirido um terreno em frente à estação do Metrô Vilarinho, na Av. Cristiano Machado.

Em 2005, Dom Walmor viajou ao Rio de Janeiro e pediu, pessoalmente, ao arquiteto Oscar Niemeyer que concebesse o projeto da Catedral Cristo Rei.

Convite aceito, um ano depois, em 2006, o arquiteto apresenta uma arrojada proposta que, nos anos seguintes, ainda seria retrabalhada e discutida.

Até que, em 2010, Oscar Niemeyer assina o contrato referente aos projetos do Conjunto Arquitetônico Catedral Cristo Rei.

De acordo com Oscar Niemeyer, será a última catedral que ele fará. O projeto, de acordo com ele, “tem tudo o que um arquiteto pode querer: aspectos relacionados à estrutura, luz, contraste da forma e da natureza. É uma arquitetura rica, complexa e abrangente”.

Dom Walmor enfatiza a importância do projeto, não só para a região metropolitana, mas para todo o estado, lembrando que “cada Catedral é compromisso com o Reino de Deus”. 

Ele lembrou que, ao escolher Oscar Niemeyer para conceber o projeto, considerou a importância do renomado arquiteto para Belo Horizonte.

A partir dos traços de Niemeyer surgiu o complexo arquitetônico da Pampulha, um dos principais cartões postais da capital mineira, obra que projetou internacionalmente o nome do arquiteto.