Bento XVI agradece franciscanos de Assis por sua fidelidade à Sé Apostólica

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ASSIS, segunda-feira, 18 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Com gratidão, o Papa elogiou a «pronta obediência» com a qual os franciscanos de Assis acolheram as novas disposições que vinculam as basílicas de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos à Igreja diocesana.



Bento XVI menciona expressamente esta «sintonia eclesial» na mensagem dada no marco de sua visita pastoral do domingo a Assis, na Basílica de São Francisco, ao capítulo geral da Ordem Franciscana dos Frades Menores Conventuais.

O Santo Padre introduziu, em 9 de novembro de 2005, novas normas para as Basílicas de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos: um legado pontifício como sinal do vínculo da Sé Apostólica com Assis e a jurisdição do bispo local sobre os dois Templos Maiores franciscanos para harmonizar suas atividades com a pastoral diocesana.

O primeiro -- que custodia os restos mortais de São Francisco -- está confiado à Ordem dos Frades Menores Franciscanos Conventuais; o segundo, em cujo interior se encontra a igreja da Porciúncula, à Ordem Franciscana dos Frades Menores.

O Santo Padre modificou a sujeição jurídica desses templos na citada data. O bispo de Assis-Nocera Umbra-Gualdo Tadino tem desde então a jurisdição prevista pelo direito sobre as igrejas e sobre as casas religiosas no relativo às atividades pastorais desenvolvidas por uns e outros religiosos nos dois templos.

Como legado pontifício para ambas basílicas foi nomeado o cardeal Attilio Nicora. O purpurado italiano carece de jurisdição sobre os citados lugares franciscanos, mas pode enviar a Bênção Papal nas celebrações que presida por ocasião das solenidades litúrgicas maiores.

Herança de São Francisco

Com a visita pastoral do domingo, no contexto do VIII centenário da conversão do santo de Assis, «quis sublinhar o significado deste evento, ao que é necessário voltar sempre para compreender Francisco e sua mensagem», reconhece o Papa em sua mensagem do domingo.

O próprio Francisco, «quase para sintetizar com uma só palavra seu acontecimento interior, não encontrou conceito mais rico que o de ‘penitência’ (...). Assim, ele sempre se viu essencialmente como um ‘penitente’, em estado, por assim dizer, de conversão permanente», reflete o Papa.

«Abandonando-se à ação do Espírito, Francisco se converteu cada vez mais a Cristo, transformando-se em uma imagem viva d’Ele, nos caminhos da pobreza, da caridade, da missão», afirma.

«É vossa, portanto, a tarefa -- diz o Papa aos franciscanos -- de testemunhar com arrojo e coerência sua mensagem! Estais chamados a fazê-lo com essa sintonia eclesial que caracterizou Francisco em sua relação com o Vigário de Cristo e com todos os Pastores da Igreja.»

«A respeito disso, estou agradecido -- expressa o Papa -- pela pronta obediência com a qual, junto aos irmãos Menores, correspondendo ao especial vínculo de afeto que desde sempre vos une à Sé Apostólica, haveis acolhido as disposições do Motu Proprio ‘Totius Orbis’ acerca das novas relações das duas Basílicas Papais de São Francisco e de Santa Maria dos Anjos com esta Igreja particular que foi berço do Pobrezinho e que tanta participação teve em sua vida.»