Bento XVI começa nesta segunda suas férias em família

Ficará com seu irmão no lugar onde descansava antes de ser Papa

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CIDADE DO VATICANO, domingo, 27 de julho de 2008 (ZENIT.org). - Bento XVI viajará esta segunda-feira ao Tirol italiano para desfrutar de duas semanas de férias, até dia 11 de agosto, em um ambiente de familiar, no lugar em que costumava descansar quando era cardeal.

O Papa irá se hospedar no seminário de Bressanone (ou Brixen, em alemão), uma pequena cidade de cerca de 20 mil habitantes, na província autônoma de Tirol do Sul, no noroeste da Itália.

Joseph Ratzinger já passou suas férias neste lugar em mais de dez ocasiões no passado.

«Queremos que volte a encontrar esses lugares que lhe são familiares e que sabemos que aprecia», anuncia dom Wilhelm Emil Egger, bispo de Bolzano-Bressanone, este domingo ao «L’Osservatore Romano».

O Papa ficará no assim chamado «quarto do bispo», no qual foi colocado um piano, para que possa desfrutar de uma de suas atividades preferidas.

No programa das férias do Papa estão previstos encontros públicos: nos dois domingos rezará o Ângelus junto aos peregrinos e terá um encontro com os sacerdotes da diocese.

O Papa contará com a companhia de seu irmão mais velho, monsenhor George, sacerdote e músico, que foi diretor do Coral dos Meninos Cantores da Catedral de Ratisbona.

O Papa dedicará esses dias à oração, a passear pela estupenda natureza tirolesa, a atender questões importantes do governo da Igreja e à leitura.

De fato, a biblioteca do seminário contem um considerável patrimônio histórico e contemporâneo que o Papa conhece muito bem, pois quando era cardeal tinha uma chave par entrar quando quisesse.

O bispo de Roma aproveitará também para continuar a redigir documentos e livros.

Nesse seminário, sendo prefeito para Congregação para a Doutrina da Fé, manteve longas entrevistas com o jornalista italiano Vittorio Messori para a redação do livro entrevista «A fé em crise?», um dos livros católicos mais vendidos nos anos oitenta.

Nesse mesmo edifício, nas férias do ano 2000, redigiu uma parte do livro sobre Jesus cujo primeiro volume publicou como Papa.