Bento XVI: o valor da fidelidade

Expressa gratidão pelo serviço da Associação Santos Pedro e Paulo

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 27 de junho de 2011 (ZENIT.org) - Bento XVI afirmou que a sociedade atual precisa mais do que nunca de fidelidade. O Papa fez essa consideração nesse sábado, ao receber na Basílica de São Pedro os sócios da Associação Santos Pedro e Paulo.

“Hoje mais do que nunca se necessita da fidelidade – disse –. Vivemos em uma sociedade que perdeu este valor. Exalta-se muito o comportamento de mudança, a “mobilidade”, a “flexibilidade”, por motivos organizativos também legítimos”.

“Mas a qualidade de uma relação humana se vê na fidelidade! A Sagrada Escritura nos mostra que Deus é fiel”, afirmou.

O Papa exortou: com a graça de Deus “e a ajuda de Maria, sejam, portanto, fiéis a Cristo e à Igreja, preparados para suportar com humildade e paciência o preço que isso implica”.

O pontífice demonstrou apreço aos seus ouvintes. “Vocês dedicam parte de seu tempo, harmonizando-o com os compromissos de família e tomando-o, frequentemente, de seu descanso, para vir ao Vaticano e colaborar com a boa ordem das celebrações”.

“Além disso, vocês dão vida a várias iniciativas caritativas, em colaboração com as religiosas Filhas da Caridade e com as Missionárias da Caridade” – afirmou, no encontro celebrado por ocasião do 40º aniversário da fundação da associação.

Para o Papa, “estes compromissos exigem uma motivação profunda, que se renova sempre, graças a uma intensa vida espiritual”.

“Para ajudar os demais a rezar, é necessário ter o coração dirigido a Deus; para pedir o respeito aos lugares santos e às coisas santas, é necessário que vocês mesmos tenham o sentido cristão da sacralidade; para ajudar o próximo com verdadeiro amor cristão, temos de ter um ânimo humilde e uma visão de fé”, disse.

“Pressupõe-se em tudo isso sua formação pessoal” – destacou –, e se mostrou “particularmente agradecido” pela ênfase formativa dos membros da Associação. 

Esse agrupamento – assinalou – “como toda autêntica associação eclesial, antes de tudo, propõe-se a formação de seus membros, nunca como substituição ou alternativa das paróquias, mas de forma complementar a elas”.

“Ao mesmo tempo, satisfaz-se o fato de que a associação seja, em sua justa medida, exigente em prever específicos períodos formativos para os que desejam ser sócios efetivos, e ofereça regularmente momentos oportunos em apoio da perseverança”, afirmou.